{"id":599,"date":"2014-06-30T13:45:47","date_gmt":"2014-06-30T13:45:47","guid":{"rendered":"http:\/\/wordpress.educom.pt\/TIC-Portugal-14\/?page_id=599"},"modified":"2014-07-03T18:55:44","modified_gmt":"2014-07-03T18:55:44","slug":"resumos-de-comunicacoes-no-monte-da-caparica","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wordpress.educom.pt\/TIC-Portugal-14\/?page_id=599","title":{"rendered":"Resumos de Comunica\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p><a name=\"inclusivos\"><\/a><\/p>\n<h6>A realidade aumentada em contexto educativo e inclusivo<\/h6>\n<p><em><strong>Fernando Machado<\/strong><\/em> (Agrupamento de Escolas Pinheiro e Rosa)<\/p>\n<p>Ser\u00e3o sumariamente apresentadas formas de explora\u00e7\u00e3o da Realidade Aumentada, com recurso a dispositivos m\u00f3veis, numa vertente educativa inclusiva, ou seja, prioritariamente dirigida a alunos com Necessidades Educativas Especiais em contexto escolar.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 feita uma pequena abordagem da poss\u00edvel utiliza\u00e7\u00e3o de recursos em Realidade Aumentada em contexto escolar, numa perspetiva inclusiva mais funcional (situa\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas de um aluno) ou num plano mais l\u00fadico e recreativo (modelos virtuais em 3D).<\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"robos\"><\/a><\/p>\n<h6>\u201cTRIUNFO\u201d: Um jogo de tabuleiro com rob\u00f4s<\/h6>\n<p><em><strong>Bruna Carmo; Emanuel Afonso; M\u00e1rio Saleiro; N\u00edsia Gomes<\/strong><\/em> (C\u00e2mara Municipal de Vila Real de Santo Ant\u00f3nio;\u00a0Faculdade de Ci\u00eancias e Tecnologias da Universidade do Algarve)<\/p>\n<p>Com uma tem\u00e1tica sobre ilhas abandonadas, piratas e sereias, este jogo depende muito mais do que da sorte. Contrariamente a muitos outros, aqui, cada jogador assume uma personagem com a qual vai conquistando territ\u00f3rios com o objetivo de ganhar trunfos. Assim, s\u00f3 o jogador com mais poder pode dirigir-se ao centro da ilha e tentar vencer esta aventura. Uma particularidade bastante interessante sobre \u00abTriunfo\u00bb \u00e9 o facto de os jogadores terem controlo sobre quase tudo o que acontece no jogo. O facto de se poderem deslocar em dire\u00e7\u00f5es \u00e0 escolha, de poderem escolher os territ\u00f3rios que querem conquistar, de optarem por entrar num duelo ou retirar uma carta da sorte envolve a chamada estrat\u00e9gia de jogo, fazendo com que n\u00e3o existam duas partidas iguais.<\/p>\n<p>Numa fase de testes, foi organizada uma experi\u00eancia de ensino que contou com duas turmas do ensino b\u00e1sico, uma do 3.\u00ba ano e outra do 4.\u00ba ano de escolaridade, do Col\u00e9gio Ces\u00e1rio Verde, em parceria com a empresa Artica.Cc \u2013 Lisboa, tendo esta pesquisa contado com 36 alunos, com idades compreendidas entre os 8 e os 10 anos. Durante esta experi\u00eancia, as tarefas foram propostas a todos os participantes, com o intuito de testar a sua complexidade. Assim, optou-se por utilizar a rob\u00f3tica educativa como ferramenta articulada ao jogo, em vez do tabuleiro de mesa, em articula\u00e7\u00e3o com 5 tarefas de orienta\u00e7\u00e3o espacial (movimenta\u00e7\u00e3o dos rob\u00f4s sobre uma malha quadriculada \u2013 tapete \u2013 semelhante ao tabuleiro), utilizando, no entanto, as mesmas mec\u00e2nicas do jogo original. Os alunos jogaram em grupos de quatro a cinco elementos, onde dispuseram de, aproximadamente, uma hora e meia para resolver as tarefas. O objetivo foi programar um rob\u00f4, recorrendo a um computador, fazendo-o deslocar sobre um tapete, onde se encontravam assinalados alguns cruzamentos com s\u00edmbolos do jogo.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"matematica\"><\/a><\/p>\n<h6>A plataforma <em>online<\/em> \u201cOficina de Matem\u00e1tica\u201d<\/h6>\n<p><em><strong>Bruna Carmo; N\u00edsia Gomes <\/strong><\/em>(C\u00e2mara Municipal de Vila Real de Santo Ant\u00f3nio)<\/p>\n<p>Visando cultivar e desenvolver o gosto pela \u00e1rea curricular de matem\u00e1tica e o descobrir das rela\u00e7\u00f5es e dos factos matem\u00e1ticos, atrav\u00e9s do progresso da compreens\u00e3o matem\u00e1tica e da resolu\u00e7\u00e3o de problemas (ME, 2013), o projeto \u00abOficina de Matem\u00e1tica\u00bb prop\u00f5e um conjunto de tarefas organizadas que pretendem facultar aos alunos a oportunidade de estes participarem frequentemente em variadas experi\u00eancias que lhes possibilitem (i) desenvolver h\u00e1bitos de pensamento matem\u00e1tico, (ii) ser estimulados a explorar, a fazer tentativas e a errar, (iii) a formular conjeturas simples, a test\u00e1-las e a construir argumentos sobre a sua validade e (iv) a questionar, discutindo o seu pr\u00f3prio racioc\u00ednio (NCTM, 1991). Assim, a Oficina de Matem\u00e1tica foi concebida de modo a estabelecer liga\u00e7\u00f5es entre a matem\u00e1tica e o mundo quotidiano, recorrendo \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o de problemas como uma estrat\u00e9gia facilitadora de m\u00faltiplas potencialidades, tal como \u00e9 sugerido no Programa e Metas Curriculares do Ensino B\u00e1sico para a Matem\u00e1tica (ME, 2013).<\/p>\n<p>Assim, a plataforma oficinadematematica.weebly.com surgiu da necessidade de partilhar com a comunidade educativa o trabalho realizado com os alunos ao longo do ano letivo de 2013\/2014. Neste espa\u00e7o, os visitantes podem encontrar informa\u00e7\u00f5es sobre os objetivos da Oficina da Matem\u00e1tica para cada ciclo de ensino, descri\u00e7\u00f5es fundamentadas com fotografias e documentos (tais como fichas de trabalho, apresenta\u00e7\u00f5es e v\u00eddeos) das sess\u00f5es, sugest\u00f5es de outras atividades e de outros recursos, uma sec\u00e7\u00e3o com hist\u00f3rias e testemunhos de educadores e professores sobre as suas pr\u00e1ticas com as crian\u00e7as, o trabalho realizado no projeto de empreendedorismo \u00abEnsinar a Pescar\u00bb, entre outros assuntos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS<\/p>\n<p>Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (2013). Programa e Metas Curriculares para o Ensino B\u00e1sico. Lisboa: Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>NCTM (1991). Normas para o curr\u00edculo e a avalia\u00e7\u00e3o em Matem\u00e1tica escolar. Lisboa: Associa\u00e7\u00e3o de Professores de Matem\u00e1tica e Instituto Internacional de Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"interactivos\"><\/a><\/p>\n<h6>Constru\u00e7\u00e3o de um site e recursos para o quadro interativo<\/h6>\n<p><em><strong>Lu\u00eds Amaral <\/strong><\/em>(Agrupamento de Escolas de Saboia \u2013 Odemira)<\/p>\n<p>No \u00e2mbito do curso \u201cAs Ferramentas web 2.0\u201d, promovido pela Educom, foi-me proposto a realiza\u00e7\u00e3o de um trabalho sobre a tem\u00e1tica \u201cAs Ferramentas web 2.0\u201d. Assim o tema selecionado foi os problemas ambientais (tema da disciplina de Geografia).<\/p>\n<p>As finalidades essenciais deste trabalho s\u00e3o os alunos comentarem 4 suportes inform\u00e1ticos (v\u00eddeo, frase, not\u00edcia e imagem) presentes num site realizado por mim (atrav\u00e9s do Google Site) e responderem a um question\u00e1rio realizado no Google Drive.<\/p>\n<p>O projeto desenvolvido no curso foi aplicado no Agrupamento de Escolas de Saboia, numa turma de 9.\u00ba ano (9.\u00ba A), constitu\u00edda por 17 alunos (10 raparigas e 7 rapazes). Relativamente os conte\u00fados program\u00e1ticos, estes centram-se no tema Ambiente e Sociedade (Unidade Altera\u00e7\u00f5es do ambiente global). Com este tema, os alunos devem realizar diversas tarefas: comentar uma imagem, um v\u00eddeo, uma frase e uma not\u00edcia, atrav\u00e9s do Google Sites. Esta atividade visa desenvolver e avaliar compet\u00eancias ao n\u00edvel da Geografia e das TIC.<\/p>\n<p>Estas atividades enquadram-se numa perspetiva humanista e democr\u00e1tica que percebe o sujeito e as suas singularidades, tendo como objetivos, o desenvolvimento, a satisfa\u00e7\u00e3o pessoal e a inser\u00e7\u00e3o ativa dos indiv\u00edduos. Estas ferramentas Google Sites e Google Drive permitiram visar amplos objetivos promotores de intera\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de conhecimento, gerando assim uma nova cultura de aprendizagem.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"educativos\"><\/a><\/p>\n<h6>Windows Multipoint Server em contextos educativos<\/h6>\n<p><strong><em>Carla Assis <\/em><\/strong>(Agrupamento de Escolas Tom\u00e1s Cabreira)<\/p>\n<p>O <em>MultiPoint Server<\/em> permite ligar v\u00e1rias esta\u00e7\u00f5es locais a um \u00fanico computador. Em seguida, v\u00e1rios utilizadores podem partilhar esse computador em simult\u00e2neo. As esta\u00e7\u00f5es podem ser ligadas ao computador com o <em>MultiPoint Server<\/em> diretamente atrav\u00e9s da rede de \u00e1rea local (LAN).<\/p>\n<p>O Gestor do <em>MultiPoint<\/em>, permite que os administradores do sistema usem o servidor para fins de visibilidade e controlo de v\u00e1rias esta\u00e7\u00f5es clientes. Por exemplo, \u00e9 poss\u00edvel:<\/p>\n<ol>\n<li>Gerir uma sala de aula ou ambiente mais pequeno em grupos de trabalho, como por exemplo a Biblioteca.<\/li>\n<li>Instalar um programa uma vez e, em seguida, aceder ao mesmo a partir de qualquer esta\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Conceder a cada utilizador uma experi\u00eancia inform\u00e1tica pessoal e pastas privadas, sem precisar de um computador individual para cada pessoa.<\/li>\n<li>Controlar a visualiza\u00e7\u00e3o da atividade do ambiente de trabalho de cada esta\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Bloquear os ecr\u00e3s com uma mensagem personaliz\u00e1vel, para atrair a aten\u00e7\u00e3o do grupo.<\/li>\n<li>Limitar o acesso do grupo a um certo n\u00famero de Web sites.<\/li>\n<li>Projetar o seu pr\u00f3prio ecr\u00e3 noutros ecr\u00e3s para exemplificar uma determinada tarefa.<\/li>\n<li>Assumir o controlo dos clientes.<\/li>\n<li>Estabelecer comunica\u00e7\u00e3o em tempo real de modo a orientar o trabalho dos utilizadores nas esta\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Entre as vantagens da utiliza\u00e7\u00e3o deste sistema destacam-se:<\/p>\n<ul>\n<li>Reduzir o custo ao n\u00edvel da manuten\u00e7\u00e3o dos equipamentos.<\/li>\n<li>Reaproveitar os equipamentos obsoletos.<\/li>\n<li>Permitir que dois utilizadores colaborem em conjunto, lado a lado, num projeto.<\/li>\n<li>Permitir a um professor demonstrar um procedimento numa esta\u00e7\u00e3o enquanto o aluno o acompanha na outra esta\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para uma aula mais controlada e orientada este sistema \u00e9 simples e de f\u00e1cil utiliza\u00e7\u00e3o\/implementa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"mundial\"><\/a><\/p>\n<h6>Utiliza\u00e7\u00e3o das TIC na aprendizagem significativa e humanista da hist\u00f3ria: O caso da 1\u00aa Guerra Mundial<\/h6>\n<p><em><strong>Maria Manuela L\u00facio\u00a0<\/strong><\/em>(Agrupamento de Escolas Professora Paula Nogueira)<\/p>\n<p>No universo da internet existem in\u00fameros recursos de imagem disponibilizados livremente tais como fotografias, document\u00e1rios, filmes, visitas virtuais a museus os quais podem ser utilizados como recursos educativos relevantes para a aprendizagem significativa e humanista da Hist\u00f3ria. Quanto \u00e0 1\u00aa Guerra Mundial, e dada a circunst\u00e2ncia de se assinalar o seu primeiro centen\u00e1rio, pode ser encontrada uma multiplicidade dos referidos materiais, os quais podem ser utilizados com muita propriedade e vantagem em contexto-aula e em trabalho individual\/grupo. A utiliza\u00e7\u00e3o destes recursos potencia quer o conhecimento objetivo de causas, processos e consequ\u00eancias da 1\u00aa Grande Guerra quer a consci\u00eancia do sofrimento a esta inerente. Para este efeito, revela-se com muito interesse a pesquisa e sele\u00e7\u00e3o individual ou em grupo de imagens das m\u00faltiplas dimens\u00f5es do conflito, as quais devem ser partilhadas e comentadas em contexto-aula e igualmente em posterior trabalho individual em locais como o Google Drive ou a plataforma Moodle, na qual podem ser integradas outras atividades como f\u00f3runs. Contudo, a an\u00e1lise deste tipo de recursos convir\u00e1 ser sublinhada enquanto testemunhos produzidos com diversas intencionalidades (perspetiva cr\u00edtica de an\u00e1lise), de sacrif\u00edcio e sofrimento de pessoas reais, contrariando alguma insensibilidade a imagens de viol\u00eancia, t\u00e3o vulgarizadas no quotidiano. Estes testemunhos visuais poder\u00e3o ser complementados com outros tais como hist\u00f3rias pessoais reveladoras da influ\u00eancia e transforma\u00e7\u00f5es que este conflito originou nas vidas de militares e civis, entre outros, de modo a perspetivar a aprendizagem de realidades hist\u00f3ricas na sua complexidade e diversidade, com a utiliza\u00e7\u00e3o criativa e criteriosa das TIC, favorecendo a forma\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3os conscientes dos valores da vida humana, da toler\u00e2ncia e da paz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS<\/p>\n<p>L\u00facio, M. M. J. R. L. (1997). Contributos para o Estudo do Insucesso Escolar na Adolesc\u00eancia. Tese de Mestrado, Faculdade de Psicologia e de Ci\u00eancias da Educa\u00e7\u00e3o da Universidade de Coimbra.<\/p>\n<p>L\u00facio, M. M. J. R. L. (2013). Aplica\u00e7\u00e3o das Tecnologias de Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o na Promo\u00e7\u00e3o da Efic\u00e1cia da Comunica\u00e7\u00e3o em Contexto Educativo, TIC@Portugal 2013, 5-6 julho, Faro.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"learning\"><\/a><\/p>\n<h6><em>School radio 4 learning<\/em><\/h6>\n<p><em><strong>Ruth Gomes; Assun\u00e7\u00e3o Furtado\u00a0<\/strong><\/em>(Agrupamento de Escolas J\u00falio Dantas)<\/p>\n<p>Alguns alunos t\u00eam dificuldades na escrita.<\/p>\n<p>Alguns s\u00e3o disl\u00e9xicos.\u00a0Outros t\u00eam outra l\u00edngua materna. Por vezes est\u00e3o simplesmente aborrecidos com os tradicionais m\u00e9todos de ensino.<\/p>\n<p>Est\u00e1 provado que incentivar os alunos a usar a r\u00e1dio escolar lhes d\u00e1 mais entusiasmo para usar a linguagem de um modo que lhes permite refor\u00e7ar a autoconfian\u00e7a a as suas capacidades \u2013 o que leva a uma melhoria significativa em diversas \u00e1reas da literacia.<\/p>\n<p>As regi\u00f5es de Southwark (Londres) e o Algarve (com a coordena\u00e7\u00e3o da Dire\u00e7\u00e3o Geral de Estabelecimentos Escolares &#8211; Dire\u00e7\u00e3o de Servi\u00e7os Regi\u00e3o Algarve) uniram-se numa parceria Comenius Regio para desenvolver um projeto comum de difus\u00e3o atrav\u00e9s de r\u00e1dios escolares e partilhar boas pr\u00e1ticas que algumas escolas experimentaram j\u00e1 ao usar a r\u00e1dio com os seus alunos.<\/p>\n<p>Num per\u00edodo de dois anos pretende-se:<\/p>\n<ul>\n<li>Incorporar os conte\u00fados criados pelos alunos na sua aprendizagem;<\/li>\n<li>Permitir que, atrav\u00e9s da r\u00e1dio escolar, as escolas possam trabalhar de um modo mais eficaz e criativo os problemas de linguagem e literacia dos alunos;<\/li>\n<li>Disseminar as t\u00e9cnicas necess\u00e1rias a todos os professores.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Inicialmente todas as escolas ser\u00e3o equipadas com equipamento\/<em>software<\/em> b\u00e1sico de r\u00e1dio.<\/p>\n<p>O segundo passo ser\u00e1 a cria\u00e7\u00e3o de uma plataforma criada na Internet que permitir\u00e1 a partilha das experi\u00eancias e pr\u00e1ticas entre as duas regi\u00f5es envolvidas no projeto.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"aumentada\"><\/a><\/p>\n<h6><strong><em>Yearbook<\/em><\/strong><strong> e a realidade aumentada<\/strong><\/h6>\n<p><em><strong>H\u00e9lia Covas; Miguel Rocha; Cid\u00e1lia Bicho <\/strong><\/em>(Col\u00e9gio Internacional de Vilamoura)<\/p>\n<p>Dispositivos m\u00f3veis, como o telem\u00f3vel\/<em>smartphone<\/em> ou o <em>tablet<\/em>, apresentam capacidades tecnol\u00f3gicas cada vez mais avan\u00e7adas e robustas e fazem parte do dia a dia dos nossos alunos. Aproveitar o potencial destes aparelhos e transform\u00e1-los em ferramentas de aprendizagem \u00e9 uma forma de envolvermos os alunos no processo educativo.<\/p>\n<p>Nesta sess\u00e3o pretende-se levar ao conhecimento dos participantes o funcionamento de uma\u00a0 aplica\u00e7\u00e3o de realidade aumentada chamada Aurasma.<\/p>\n<p><em>Aurasma<\/em> \u00e9 uma ferramenta digital gratuita desenvolvida pela HP <em>Autonomy<\/em> para os sistemas operativos <em>iOS<\/em> e <em>Android<\/em> e que permite que uma imagem est\u00e1tica ganhe movimento com a utiliza\u00e7\u00e3o de um <em>tablet<\/em> ou <em>smartphone<\/em> sobre ela.<\/p>\n<p>A realidade aumentada tem in\u00fameras aplica\u00e7\u00f5es e nesta sess\u00e3o ser\u00e1 demonstrada a sua utiliza\u00e7\u00e3o na concep\u00e7\u00e3o do <em>yearbook<\/em> do Col\u00e9gio Internacional de Vilamoura e de que forma torna poss\u00edvel valorizar o seu conte\u00fado visual, levando-o a uma nova dimens\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"colaborativa\"><\/a><\/p>\n<h6>Sala de aula colaborativa<\/h6>\n<p><em><strong>David Costa\u00a0<\/strong><\/em>(Agrupamento de Escolas de Montenegro\/Escola EB de Marchil)<\/p>\n<p>Computadores, telem\u00f3veis e mais recentemente os <em>tablets<\/em>; as plataformas digitais como o <em>facebook<\/em>, o <em>twitter<\/em> e o <em>moodle<\/em>; o armazenamento de informa\u00e7\u00e3o na nuvem, a comunica\u00e7\u00e3o entre dispositivos e um sem n\u00famero de ferramentas e de formas de organizar a informa\u00e7\u00e3o t\u00eam vindo a invadir as nossas vidas. Se utilizadas corretamente e bem dominadas, facilitam o nosso trabalho, agilizam as tarefas e permitem-nos poupar tempo. Caso contr\u00e1rio, podem tornar-se num grande constrangimento e inclusive desmotivar quem quer ingressar neste mundo digital.<\/p>\n<p>Nas nossas salas tamb\u00e9m se tem observado uma evolu\u00e7\u00e3o das ferramentas de trabalho. Muitas salas t\u00eam computador, quadro interativo e liga\u00e7\u00e3o \u00e0 internet via wireless. Praticamente todos os manuais t\u00eam vers\u00e3o digital e existem, na internet, um sem n\u00famero de ferramentas que podem auxiliar a aprendizagem: <em>Khan academy<\/em>, sapo <em>kids<\/em>, J\u00fanior. te, &#8230;<\/p>\n<p>Estaremos n\u00f3s a utilizar adequadamente as ferramentas que temos dispon\u00edveis? Estamos a ir ao encontro das necessidades dos nossos alunos, dos seus gostos e das suas expectativas? E que efeitos t\u00eam as nossas a\u00e7\u00f5es e a nossa forma de ensinar nas aprendizagens dos alunos?<\/p>\n<p>A procura constante de respostas a estas e outras perguntas tem direcionado a minha forma de trabalhar e tem-me permitido descobrir outras formas de estar perante a educa\u00e7\u00e3o, perante os meus alunos e os seus encarregados de educa\u00e7\u00e3o e perante o ensino. Desde o momento de planifica\u00e7\u00e3o do trabalho, \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o dessa planifica\u00e7\u00e3o pelos alunos e encarregados de educa\u00e7\u00e3o, passando pela distribui\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o dos alunos na sala, pela utiliza\u00e7\u00e3o das ferramentas inform\u00e1ticas (quadro interativo, computador,\u2026), pela utiliza\u00e7\u00e3o de algumas ferramentas dispon\u00edveis <em>online<\/em> e a cria\u00e7\u00e3o de materiais digitais, todas estas estrat\u00e9gias t\u00eam influenciado de forma positiva o desempenho escolar dos alunos.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"europeias\"><\/a><\/p>\n<h6>O eTwinning e o trabalho colaborativo entre escolas europeias<\/h6>\n<p><strong><em>Isabel Monteiro<\/em> <\/strong>(Agrupamento de Escolas Pinheiro e Rosa)<\/p>\n<p>O <em>eTwinning<\/em> \u00e9 uma A\u00e7\u00e3o do Programa\u00a0<em>Erasmus Plus<\/em>\u00a0da Uni\u00e3o Europeia. Tem como objetivo principal criar redes de trabalho colaborativo entre as escolas europeias, atrav\u00e9s do desenvolvimento de projetos comuns, com recurso \u00e0 Internet e \u00e0s Tecnologias de Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o eTwinning foi criada para dar \u00e0s escolas a oportunidade de aprenderem umas com as outras, de partilhar pontos de vista e de fazer amigos. Pretende-se promover a consci\u00eancia do modelo europeu de sociedade multilingue e multicultural.<\/p>\n<p>Pode definir-se eTwinning como uma associa\u00e7\u00e3o a longo prazo de no m\u00ednimo duas escolas de dois pa\u00edses europeus, que utiliza as TIC para desenvolver em conjunto uma atividade pedag\u00f3gica relevante. Pode acontecer a v\u00e1rios n\u00edveis: um interc\u00e2mbio entre dois professores individualmente, entre duas equipas de professores ou de \u00e1reas departamentais, dois bibliotec\u00e1rios ou dois coordenadores. A vis\u00e3o eTwinning prev\u00ea associa\u00e7\u00f5es educativas em que os diferentes atores educativos (professores, \u00f3rg\u00e3os diretivos e alunos) se comprometem numa atividade a m\u00faltiplos n\u00edveis. O objetivo \u00e9 que as escolas geminadas interajam por um determinado per\u00edodo de tempo. Poder-se-\u00e1 chegar a trabalhar uma gama ampla de disciplinas e temas do curr\u00edculo. \u00c9, portanto, um trabalho que implica um forte compromisso das e entre as partes envolvidas.<\/p>\n<p>O projeto n\u00e3o deve estar centrado apenas nos aspetos tecnol\u00f3gicos. O uso das TIC no contexto desta a\u00e7\u00e3o deve ser entendido como uma ferramenta facilitadora da comunica\u00e7\u00e3o e da constru\u00e7\u00e3o de produtos. No entanto, o uso das TIC pode e deve dar o seu contributo para uma mudan\u00e7a na organiza\u00e7\u00e3o e nos m\u00e9todos pedag\u00f3gicos.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"contextoseducativos\"><\/a><\/p>\n<h6>Prezi e Moodle: Contributos\/din\u00e2micas em contextos educativos<\/h6>\n<p><em><strong>C\u00e1tia Monteiro<\/strong> <\/em>(Agrupamento de Escolas D. Afonso III)<\/p>\n<p>Ciente da mais valia que estas ferramentas podem trazer \u00e0 melhoria do ato educativo, propus-me implementar as mesmas em contexto de sala de aula, em trabalhos de grupo a realizar com os meus alunos, no \u00e2mbito da oficina de forma\u00e7\u00e3o intitulada \u201cAs TIC no Ensino e as TIC na Aprendizagem\u201d.<\/p>\n<p>Foi desde logo criada uma din\u00e2mica geradora de conhecimentos ao n\u00edvel da reflex\u00e3o acerca das vantagens destas ferramentas. Entendo que estas ferramentas podem dar o seu contributo para o enriquecimento do ensino\/aprendizagem, promover a criatividade, favorecer o trabalho em equipa e promover din\u00e2micas mais inovadoras e motivadoras e uma maior envolv\u00eancia por parte dos alunos.<\/p>\n<p>Com o intuito de estabelecer um di\u00e1logo permanente com os alunos, foram, desde logo, fornecidas todas as indica\u00e7\u00f5es do que os alunos teriam que fazer atrav\u00e9s de uma <em>webquest<\/em>.<\/p>\n<p>Tal como referi, os procedimentos foram transmitidos ao grupo e todos os passos foram acompanhados: cria\u00e7\u00e3o de uma conta de e-mail, atrav\u00e9s desta conta criamos as contas nos <em>Prezi<\/em> para cada grupo de trabalho. Posteriormente, foram tamb\u00e9m por mim auxiliados na inscri\u00e7\u00e3o na disciplina de Portugu\u00eas no <em>Moodle<\/em> da Escola para posterior submiss\u00e3o dos seus trabalhos.<\/p>\n<p>Todo o processo de elabora\u00e7\u00e3o dos trabalhos em grupo foi orientado\/supervisionado uma vez que os grupos n\u00e3o possu\u00edam conhecimentos acerca da utiliza\u00e7\u00e3o destas ferramentas Web 2.0. Apesar desta limita\u00e7\u00e3o, os grupos demonstraram grande interesse e curiosidade em saber explor\u00e1-las e trabalhar com elas.<\/p>\n<p>\u00c0 medida que o processo ia avan\u00e7ando, os grupos demonstravam cada vez mais interesse em dominar estas ferramentas, diversificando cada vez mais as experi\u00eancias que podiam realizar a partir da sua utiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A envolv\u00eancia dos grupos na realiza\u00e7\u00e3o das tarefas, bem como os conhecimentos que vieram a demonstrar permite-me concluir que de facto estas ferramentas quando utilizadas de forma adequada podem contribuir para o enriquecimento do ato educativo.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"comunicacao\"><\/a><\/p>\n<h6>O Moodle como estrat\u00e9gia de comunica\u00e7\u00e3o<\/h6>\n<p><em><strong>Jo\u00e3o Carlos Rocha Catarino\u00a0<\/strong><\/em>(Agrupamento de Escolas Pinheiro e Rosa)<\/p>\n<p><strong>Objetivos que levaram \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o desta tecnologia<\/strong><\/p>\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o da plataforma MOODLE nas escolas portuguesas \u00e9 j\u00e1 uma realidade. Trata-se de uma ferramenta que nos proporciona um ambiente virtual de trabalho com todas as vantagens de aumento de produtividade que da\u00ed adv\u00eam.<\/p>\n<p>Com o aparecimento de agrupamentos com cada vez mais e mais escolas, surgiram novas necessidades de comunica\u00e7\u00e3o e intera\u00e7\u00e3o entre docentes quer a n\u00edvel horizontal, quer a n\u00edvel vertical.<\/p>\n<p>O <em>Moodle<\/em> pode dar um contributo na \u00e1rea administrativa para aproximar estas realidades e ajudar criar uma nova cultura de escola.<\/p>\n<p><strong>Contexto de utiliza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O recurso a uma disciplina chamada, por exemplo, \u201cSala de Professores\u201d pode colocar ao dispor de todo o corpo docente do agrupamento um ou mais f\u00f3runs para divulga\u00e7\u00e3o e coment\u00e1rio dos mais variados t\u00f3picos. Nesta disciplina podemos tamb\u00e9m disponibilizar minutas de documentos, legisla\u00e7\u00e3o, pedidos de suporte inform\u00e1tico, entre outros.<\/p>\n<p>A comunica\u00e7\u00e3o entre os elementos da dire\u00e7\u00e3o e os restantes docentes \u00e9, na maioria dos casos feita por e-mail. Da minha experi\u00eancia resulta a recep\u00e7\u00e3o de um alargado n\u00famero de e-mails di\u00e1rios que alternam entre assuntos de grande import\u00e2ncia e outros de import\u00e2ncia rigorosamente nenhuma. Essa informa\u00e7\u00e3o poderia estar devidamente organizada por f\u00f3runs tem\u00e1ticos criando ao mesmo tempo um reposit\u00f3rio de informa\u00e7\u00e3o. O facto de podermos responder a cada <em>post<\/em> representa mais uma vantagem podendo-se assim, colocar d\u00favidas ou fazer sugest\u00f5es.<\/p>\n<p>Ao n\u00edvel dos departamentos curriculares e conselhos de diretores de turma, a cria\u00e7\u00e3o de uma disciplina, apresenta as naturais vantagens de ter um f\u00f3rum para assuntos correntes mas tamb\u00e9m a possibilidade de, por esta via, publicar convocat\u00f3rias bem como discutir e arquivar atas. Documenta\u00e7\u00e3o formal como regimento interno, metas de aprendizagem, crit\u00e9rios de avalia\u00e7\u00e3o, minutas de documentos, entre outros, podem ficar aqui dispon\u00edveis para os docentes inscritos em cada disciplina.<\/p>\n<p>Em agrupamentos com grande dispers\u00e3o ou com elevado n\u00famero de escolas, a coordena\u00e7\u00e3o de escola pode tamb\u00e9m tirar proveito da plataforma. Relembro, no caso do 1\u00ba ciclo, a quantidade de documentos mensais que \u00e9 preciso fazer chegar \u00e0 sede (mapas do leite, bolachas, avalia\u00e7\u00e3o de refei\u00e7\u00f5es, rela\u00e7\u00f5es de necessidades, AECs, CAF, entre outros) que assim podem de forma simples ser carregadas em pastas por assunto e por escola.<\/p>\n<p>\u00c1reas como as bibliotecas escolares, equipas de trabalho e projetos podem tamb\u00e9m beneficiar das vantagens acima referidas.<\/p>\n<p><strong>Nota final<\/strong><\/p>\n<p>Trata-se, afinal, de criar um conjunto de espa\u00e7os, i.e., disciplinas, em que os docentes envolvidos fa\u00e7am divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o, partilha e reposit\u00f3rio de documentos de forma din\u00e2mica e participada.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"filmica\"><\/a><\/p>\n<h6>Literacia f\u00edlmica \u2013 primeiros passos<\/h6>\n<p><em><strong>Elisete Duarte dos Santos\u00a0<\/strong><\/em>(Agrupamento de Escolas Professor Paula Nogueira)<\/p>\n<p><strong>Descri\u00e7\u00e3o do contexto educativo<\/strong><\/p>\n<p>As bibliotecas Paula Nogueira desenvolvem um trabalho para um Universo de cerca de 2200 alunos, duas escolas b\u00e1sicas de 2\u00ba e 3\u00ba ciclo, 6 escolas b\u00e1sicas do 1\u00ba ciclo e 4 jardins-de-inf\u00e2ncia. Possui escolas em contexto rural e urbano.<\/p>\n<p>As bibliotecas desenvolvem diversas atividades sempre promovendo a leitura, o desenvolvimento de v\u00e1rias literacias, tendo em linha de conta o apoio aos curr\u00edculos, sempre em articula\u00e7\u00e3o com as v\u00e1rias entidades locais, gerindo da melhor forma os recursos dispon\u00edveis (humanos e materiais).<\/p>\n<p>O projeto SOBE foi lan\u00e7ado para todos os alunos do pr\u00e9-escolar e 1\u00ba ciclo. Tendo em considera\u00e7\u00e3o o contexto em que se inserem os v\u00e1rios estabelecimentos de ensino e as diversas realidades, verificou-se ser poss\u00edvel desenvolver este projeto numa escola do Agrupamento que se localiza em contexto rural.<\/p>\n<p>Desta forma, foi apresentado aos docentes titulares de turma deste estabelecimento de ensino o projeto e proposto a uma das turmas a realiza\u00e7\u00e3o de diversas atividades neste tema \u201cSa\u00fade Oral\u201d. Assim, foram dinamizadas pelas professoras bibliotec\u00e1rias diversas atividades junto desta turma, nomeadamente:<\/p>\n<ul>\n<li>Hora do conto<\/li>\n<li>Trabalhados conte\u00fados \u2013 Higiene Oral<\/li>\n<li>Explora\u00e7\u00e3o de personagens e cen\u00e1rios<\/li>\n<li>Elabora\u00e7\u00e3o de um gui\u00e3o de trabalho com os alunos<\/li>\n<li>Constru\u00e7\u00e3o de fantoches e cen\u00e1rios (Material: cart\u00e3o)<\/li>\n<li>Grava\u00e7\u00e3o dos di\u00e1logos das personagens (Material: gravados \u00e1udio; Editor: Audacity)<\/li>\n<li>Realiza\u00e7\u00e3o das filmagens (material: c\u00e2mara de filmar)<\/li>\n<li>Edi\u00e7\u00e3o do filme (Editor: Premiere)<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Objetivos:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Desenvolvimento da Literacia F\u00edlmica<\/li>\n<li>Autoscopia na leitura<\/li>\n<li>Produ\u00e7\u00e3o e disponibiliza\u00e7\u00e3o de materiais<\/li>\n<li>Promo\u00e7\u00e3o da leitura e do livro<\/li>\n<li>Sensibiliza\u00e7\u00e3o L\u00fadica para um tema<\/li>\n<li>Potencializa\u00e7\u00e3o dos recursos disponibilizados<\/li>\n<\/ul>\n<hr \/>\n<p><a name=\"historia\"><\/a><\/p>\n<h6>\u00a0As TIC no Ensino da Hist\u00f3ria<\/h6>\n<p><em><strong>N\u00e9lia Pereira<\/strong> <\/em>(Agrupamento de Escolas Professor Paula Nogueira)<\/p>\n<p>A Experi\u00eancia de Aprendizagem que se pretende partilhar, foi aplicada na disciplina de Hist\u00f3ria, na turma B, do 9.\u00ba ano, na Escola D. Afonso III, em Faro. Uma turma composta por 27 alunos, heterog\u00e9nea nos seus desempenhos, interesses e motiva\u00e7\u00f5es, contudo, bastante receptiva \u00e0s novas tecnologias e ao trabalho colaborativo. A sua implementa\u00e7\u00e3o teve como objectivo explorar a tem\u00e1tica, \u201c A 2.\u00aa Guerra Mundial e o Holocausto \u201c, com recurso \u00e0s TIC, quer atrav\u00e9s de ferramentas tecnol\u00f3gicas, traduzidas nos trabalhos realizados pelos alunos, em grupo\/pares, ou grupo\/tr\u00eas elementos,\u00a0 em PowerPoint e em <em>Prezi<\/em>, como dos recursos disponibilizados aos mesmos, por via da cria\u00e7\u00e3o em,\u00a0 sites.google.pt\u00a0 do site \u201c Holocausto \u201c e respectivas <em>webquests<\/em> tem\u00e1ticas, as quais se traduziram em orienta\u00e7\u00f5es precisas e concretas, na constru\u00e7\u00e3o dos trabalhos propostos, quer ao n\u00edvel da sua forma, como do seu conte\u00fado.<\/p>\n<p>A referida experi\u00eancia foi formalizada na constru\u00e7\u00e3o de um Plano de Trabalho, o qual fora apresentado na Oficina de Forma\u00e7\u00e3o, \u201c As TIC no Ensino e as TIC na Aprendizagem\u201d, e nele se apresentam Compet\u00eancias, Conte\u00fados, Indicadores e Experi\u00eancias de Aprendizagem,\u00a0 bem como\u00a0 Atividades e Recursos dirigidos \u00e0 explora\u00e7\u00e3o da tem\u00e1tica supracitada, em forma de permanentes desafios que se querem superar.<\/p>\n<p>Uma pedagogia que se revelou din\u00e2mica, proactiva, promotora do ensino pela descoberta, iniciativa, autonomia e responsabilidade, conducente das\u00a0\u00a0 \u201caprendizagens significativas \u201c, para as quais sempre concorrem a motiva\u00e7\u00e3o e o interesse dos alunos.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"alpha\"><\/a><\/p>\n<h6><\/h6>\n<h6>Tecnologias 3D nas TIC: Projeto 3D Alpha<\/h6>\n<p><em><strong>Artur Manuel Coelho <\/strong><\/em>(Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro)<\/p>\n<p>O projeto 3D <em>Alpha<\/em> explora a utiliza\u00e7\u00e3o de tecnologias 3D e multim\u00e9dia no contexto do ensino B\u00e1sico. Foca-se na interdisciplinaridade entre \u00e1reas curriculares cient\u00edficas, art\u00edsticas e tecnol\u00f3gicas. Parte de uma estrutura modular de abordagem \u00e0s aplica\u00e7\u00f5es utilizadas que \u00e9 adapt\u00e1vel \u00e0s necessidades dos alunos e docentes participantes. Tem como objetivos estimular\u00a0 a aquisi\u00e7\u00e3o e progressivo dom\u00ednio das compet\u00eancias de informa\u00e7\u00e3o, desenvolver aprendizagens no dom\u00ednio das TIC, integradas no curr\u00edculo e utilizadas como meio de express\u00e3o criativa. \u00c9 desenvolvido no Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro.<\/p>\n<p>A abordagem \u00e9 feita atrav\u00e9s da explora\u00e7\u00e3o de software de modela\u00e7\u00e3o\/anima\u00e7\u00e3o 3D e dos interesses expressos pelos alunos. Estes s\u00e3o incentivados a construir em grupo projetos multim\u00e9dia recorrendo ao software que mais lhes desperta o interesse, ou combinando diferentes aplica\u00e7\u00f5es para um objetivo de trabalho. T\u00eam sido criados neste \u00e2mbito modela\u00e7\u00f5es arquitect\u00f3nicas em 3D, mundos virtuais livres, espa\u00e7os virtuais interativos em <em>Minecraft<\/em>, pequenos v\u00eddeos de anima\u00e7\u00e3o 3D ou modelos tridimensionais em realidade virtual n\u00e3o imersiva.<\/p>\n<p>A abordagem pedag\u00f3gica abrange utilizar as TIC explorando o seu potencial como ferramenta criativa; interligar conhecimentos adquiridos noutras \u00e1reas curriculares na elabora\u00e7\u00e3o de projetos; estimular nas crian\u00e7as e jovens o papel de produtores aut\u00f3nomos de conte\u00fados, colocando-lhe nas m\u00e3os ferramentas de express\u00e3o digital que os consciencializem acerca das t\u00e9cnicas e fluxos de trabalho que est\u00e3o por detr\u00e1s dos produtos que consomem na cultura medi\u00e1tica que os rodeia; e estimular a express\u00e3o criativa utilizando meios digitais.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"tablet\"><\/a><\/p>\n<h6>Que farei com este <em>tablet<\/em>?<\/h6>\n<p><em><strong>Gon\u00e7alo Sim\u00f5es <\/strong><\/em>(Agrupamento de Escolas dos Olivais)<\/p>\n<p>Come\u00e7amos por assumir que um bom uso das Tecnologias de Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o (TIC) pode proporcionar mais valias consider\u00e1veis no processo de ensino e aprendizagem. Al\u00e9m disso, a evolu\u00e7\u00e3o que tem verificado no sentido da crescente utiliza\u00e7\u00e3o de dispositivos m\u00f3veis (<em>smartphones<\/em>, <em>ipads<\/em> e <em>tablets<\/em>), ao proporcionar novas potencialidades, despoleta tamb\u00e9m novos desafios. Apesar disso, a utiliza\u00e7\u00e3o das TIC pelos professores constitui ainda, de um modo geral, um grande desafio, e, nalguns casos, uma s\u00e9ria amea\u00e7a.<\/p>\n<p>A comunica\u00e7\u00e3o procura dar conta do modo como foi experienciada, por alunos e professores, no corrente ano letivo, numa escola secund\u00e1ria de Lisboa, a utiliza\u00e7\u00e3o de <em>tablets<\/em> em duas turmas do 10\u00ba ano do ensino secund\u00e1rio. A iniciativa, que se enquadra no \u00e2mbito da utiliza\u00e7\u00e3o das tecnologias no sistema nacional de <em>Edulabs<\/em>, foi do cons\u00f3rcio <em>E-Xample<\/em> e das suas associadas LeYa e JP S\u00e1 Couto.<\/p>\n<p>O projeto, que se perspetiva ao longo dos tr\u00eas anos do ensino secund\u00e1rio, teve um in\u00edcio tardio (os <em>tablets<\/em> s\u00f3 foram distribu\u00eddos no final de janeiro), e debateu-se com vicissitudes diversas que condicionaram n\u00e3o s\u00f3 o seu ritmo como o seu impacto. A comunica\u00e7\u00e3o procurar\u00e1 sistematizar alguns dos pontos fracos e dos pontos fortes de que esta experi\u00eancia se revestiu, assim como perspetivar algumas linhas de orienta\u00e7\u00e3o futura.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"escolar\"><\/a><\/p>\n<h6>TIG na BE: Tecnologias de informa\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica na biblioteca escolar<\/h6>\n<p><em><strong>Sandra Mendes\u00a0<\/strong><\/em>(Escola B\u00e1sica e Secund\u00e1ria da Bemposta)<\/p>\n<p>Como professora bibliotec\u00e1ria e professora de Geografia, tenho desenvolvido v\u00e1rias atividades de articula\u00e7\u00e3o entre a disciplina e a BE, que t\u00eam permitido a rentabiliza\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o dos recursos existentes.<\/p>\n<p>No \u00e2mbito do Mestrado que estou a frequentar desenvolvi um projeto de implementa\u00e7\u00e3o de um programa de apoio da BE \u00e0 disciplina de Geografia, a concretizar no pr\u00f3ximo ano letivo. Esta proposta surge com a introdu\u00e7\u00e3o nas Metas de Aprendizagem da disciplina de conte\u00fados relacionados com as TIG que surgem como outras estrat\u00e9gias a implementar: visam dar oportunidade aos alunos de realizarem atividades que lhes permitam saber pensar o espa\u00e7o e serem capazes de atuar no meio em que vivem. Embora estes conte\u00fados sejam facultativos, a concretiza\u00e7\u00e3o da sua leciona\u00e7\u00e3o seria do maior interesse, mas o facto de necessitar de maior prepara\u00e7\u00e3o, de outro espa\u00e7o para al\u00e9m da sala de aula e de recursos\/equipamentos espec\u00edficos poder\u00e1 ser facilitada pelo trabalho conjunto com a BE.<\/p>\n<p>Esta parceria permitir\u00e1 que a BE dinamize os recursos tecnol\u00f3gicos da escola. De acordo com a avalia\u00e7\u00e3o do Programa da RBE realizada em 2009, um dos desafios assenta no apoio \u00e0s TIC, com um \u201cincentivo \u00e0s BE a constitu\u00edrem-se, cada vez mais, em plataformas de articula\u00e7\u00e3o, no processo educativo, entre a leitura, as aprendizagens curriculares, as TIC e a literacia da informa\u00e7\u00e3o (Costa, 2010, p. 143).<\/p>\n<p>\u201cTeacher librarians in school libraries of the future [\u2026] work with teachers to ensure that students can use information effectively for knowledge production. This can be achieved through the development of learning designs that integrate thinking-based outcomes with learning tools and techno-social structures to enable deep learning\u201d (Hay, Todd, 2010, p. 21).<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS<\/p>\n<p>Costa, A. F. (coord.)\u00a0 (2010). Avalia\u00e7\u00e3o do Programa RBE. Lisboa: RBE \u2013 ME. Retirado de\u00a0 http:\/\/www.rbe.min-edu.pt\/np4\/file\/31\/978_972_742_3194.pdf.<\/p>\n<p>Hay, L.; Todd, R. (2010). School libraries 21C. NSW DET. Retirado de http:\/\/www.curriculumsupport.education.nsw.gov.au\/schoollibraries\/assets\/pdf\/21c_report.pdf.<strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"aprender\"><\/a><\/p>\n<h6>Em bibliotecas escolares de Sintra, <em>tablets<\/em> ajudam a aprender<\/h6>\n<p><strong>Isabel Mendinhos\u00a0<\/strong>(Rede de Bibliotecas Escolares)<\/p>\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o de dispositivos m\u00f3veis para a aprendizagem est\u00e1 na ordem do dia e tem as vantagens que todos lhe reconhecem, nomeadamente conduzir os alunos a aprender, a criar produtos medi\u00e1ticos, a comunicar e partilhar conhecimento de forma respons\u00e1vel.<\/p>\n<p>No entanto em Portugal ainda s\u00e3o poucas as experi\u00eancias realizadas, pelo que \u00e9 importante que delas se d\u00ea conta e se tirem as necess\u00e1rias ila\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No concelho de Sintra, foram as bibliotecas escolares a tomar a iniciativa, apresentando \u00e0 Rede de Bibliotecas Escolares dois projetos que previam o\u00a0 recurso a <em>tablets<\/em> para v\u00e1rias finalidades, todas elas ligadas \u00e0 aprendizagem.\u00a0 Esses projetos foram submetidos a uma candidatura da RBE, denominada <em>Ideias com M\u00e9rito<\/em>, que distingue pr\u00e1ticas de excel\u00eancia.<br \/>\nTendo a RBE plena consci\u00eancia de que as bibliotecas escolares devem dar resposta \u00e0s necessidades do s\u00e9culo em que vivemos, os referidos projetos receberam a distin\u00e7\u00e3o de m\u00e9rito e foram financiados em dois momentos,\u00a0dependendo o segundo dos resultados do primeiro ano de implementa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>S\u00e3o estas boas pr\u00e1ticas que, por terem muitos aspetos comuns, gostaria de partilhar, na qualidade de Coordenadora Interconcelhia das bibliotecas escolares do concelho de Sintra, tendo portanto um conhecimento muito pr\u00f3ximo do trabalho realizado nas tr\u00eas escolas em causa: EB23 Professor Galopim de Carvalho, e, Queluz, EB23 Padre Alberto Neto, em Rio de Mouro (Projeto \u201cSintra <em>e<\/em>-conte\u00fados: ecr\u00e3s que motivam) e EBS Gama Barros, no Cac\u00e9m (Projeto \u201cTablet de Chocolate\u201d). T\u00eam sido muitos os produtos medi\u00e1ticos elaborados: <em>ebooks<\/em>, <em>flipcards<\/em>, v\u00eddeos, galerias fotogr\u00e1ficas, audiolivros. O n\u00famero de turmas contempladas pelo projeto tem vindo a aumentar de ano para ano. A avalia\u00e7\u00e3o tem sido muito positiva, tanto por parte das turmas, como dos professores. Regista-se um grande aumento da motiva\u00e7\u00e3o dos alunos e da qualidade das aprendizagens.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"vida\"><\/a><\/p>\n<h6>\u201cDo meu sof\u00e1 verde vejo a escola\u201d: Impactos da TeleAula num projeto de vida<\/h6>\n<p><em><strong>David Varela<sup>1<\/sup>; Rui Fernandes<sup>2<\/sup>; Susana Tavares<sup>2\u00a0<\/sup><\/strong><\/em>(www.cantic.org.pt ;\u00a0<sup>1 <\/sup>Associa\u00e7\u00e3o Vem Vencer; <sup>2 <\/sup>CANTIC)<\/p>\n<p>O projecto TeleAula surgiu em 1998, no CANTIC, como resposta educativa a alunos que, por motivo de doen\u00e7a, est\u00e3o impedidos de frequentar presencialmente a escola. Em 1999, o projeto passou a contemplar alunos internados em hospitais da regi\u00e3o de Lisboa.<\/p>\n<p>Atendendo \u00e0 diversidade de cen\u00e1rios e necessidades, desenh\u00e1mos tr\u00eas modelos pedag\u00f3gicos de suporte: modelo centrado na sala de aula, modelo centrado nas din\u00e2micas de escola e modelo misto (Cordeiro, 2005). Atualmente, a utiliza\u00e7\u00e3o de tecnologias como ferramentas de comunica\u00e7\u00e3o s\u00edncrona j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 dispendiosa pelo que a rela\u00e7\u00e3o entre o domic\u00edlio e a escola pode ser potenciada e alargada para dar resposta a novas necessidades.<\/p>\n<p>Acreditando que a partilha de boas pr\u00e1ticas potencia novas reflex\u00f5es e pode promover o nascimento de outras din\u00e2micas, convid\u00e1mos o David Varela, um aluno que realizou a maior parte do seu percurso escolar com recurso \u00e0 TeleAula, tendo-se tornado o primeiro aluno em Portugal a concluir o ensino superior utilizando um sistema de videoconfer\u00eancia. Nesta apresenta\u00e7\u00e3o falaremos da hist\u00f3ria da TeleAula, das formas de funcionamento e de alguns dos alunos que marcaram estes dezasseis anos. No final, o David falar\u00e1 sobre o seu percurso e como, do seu sof\u00e1, conseguiu licenciar-se em Sociologia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIA<\/p>\n<p>Cordeiro, E. (2005). TeleAula: Um recurso educativo para alunos que n\u00e3o podem ir \u00e0 escola. Diversidades, 7, pp. 10-16.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"eTwinning\"><\/a><\/p>\n<h6><em>Let&#8217;s animate<\/em>!Criatividade e inclus\u00e3o num projeto eTwinning<\/h6>\n<p><em><strong>Betina Santos; S\u00f3nia B\u00e1rtolo; Susana Tavares\u00a0<\/strong><\/em>(http:\/\/etwla.blogspot.pt ;\u00a0Agrupamento de Escolas de Montemor-o-Novo, Agrupamento de Escolas de Alcabideche, CANTIC &#8211; CRTIC Lisboa\/Amadora)<\/p>\n<p>O presente artigo pretende dar a conhecer o projeto eTwinning <em>Let\u2019s Animate<\/em>! o qual pretendeu aliar criatividade, colabora\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o das tecnologias de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o (TIC).<\/p>\n<p>O projeto <em>Let\u2019s Animate<\/em> desenvolveu-se entre janeiro e junho de 2014 e integrou cerca de 100 alunos dos 6 aos 18 anos oriundos de 5 pa\u00edses europeus: Alemanha, Est\u00f3nia, Portugal, Rom\u00e9nia e Turquia. A maioria dos alunos pertence ao ensino b\u00e1sico, mas uma das turmas pertence a uma escola de hospital do Centro de Medicina e Reabilita\u00e7\u00e3o de Alcoit\u00e3o, da\u00ed ter alunos mais velhos. Foram trabalhadas capacidades ao n\u00edvel das seguintes \u00e1reas: l\u00ednguas (materna e inglesa), express\u00e3o pl\u00e1stica, anima\u00e7\u00e3o de imagens e colabora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Relativamente \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o das TIC, foram utilizadas ferramentas on-line, como por exemplo, Google Drive onde foi escrita a hist\u00f3ria colaborativa, <em>Blogger<\/em>, para organiza\u00e7\u00e3o do blogue do projeto, e <em>Movie Maker<\/em> do Office ou Lego <em>Movie Maker<\/em> para anima\u00e7\u00e3o de imagens.<\/p>\n<p>As diferentes etapas do projeto e respetivos produtos foram registadas num blogue organizado para o efeito que pode ser consultado no endere\u00e7o: http:\/\/etwla.blogspot.pt.<\/p>\n<p>As equipas envolvidas realizaram produtos muito interessantes, dos quais destacamos os objetos constru\u00eddos com o material recicl\u00e1vel. Os alunos viveram intensamente o projeto, tendo o mesmo contribu\u00eddo para um maior conhecimento da Europa, uma crescente consci\u00eancia ecol\u00f3gica e para melhorar a sua capacidade de trabalhar em equipa e de aprender a usar ferramentas TIC.<\/p>\n<p>Os pontos mais gratificantes e significativos do projeto foram a motiva\u00e7\u00e3o dos alunos e a din\u00e2mica de intera\u00e7\u00e3o entre todos apesar da dist\u00e2ncia e das diferen\u00e7as de situa\u00e7\u00f5es e de contextos e gra\u00e7as ao uso das TIC.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"prender\"><\/a><\/p>\n<h6>6 Passos com TIC para @prender<\/h6>\n<p><strong><em>Maria Helena Felizardo<\/em>\u00a0<\/strong>(http:\/\/6passoscomticparaaprender.pbworks.com;<\/p>\n<p>Agrupamento de Escolas Rainha Santa Isabel)<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>O projeto <em>6 passos com TIC para @prender<\/em> \u00e9 uma iniciativa em curso, da responsabilidade da biblioteca escolar, impulsionado pelo apoio ao abrigo de uma recente candidatura a <em>Ideias com M\u00e9rito<\/em> da RBE.<\/p>\n<p>Tendo em conta que, hoje em dia, na escola, n\u00e3o \u00e9 tanto o problema de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o que se coloca, mas sim a quantidade de informa\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel, \u00e9 sobre este \u00faltimo problema que centr\u00e1mos o nosso Projeto. A prioridade incide sobre a literacia informacional, mas tamb\u00e9m sobre a indispens\u00e1vel aquisi\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias digitais dos alunos, no sentido de os preparar para um mundo globalizado em acelerado desenvolvimento tecnol\u00f3gico.<\/p>\n<p>O que pretendemos partilhar neste evento, \u00e9 uma experi\u00eancia piloto realizada com uma turma de 5\u00ba ano, em articula\u00e7\u00e3o com Hist\u00f3ria e Geografia de Portugal, atrav\u00e9s da planifica\u00e7\u00e3o conjunta da professora bibliotec\u00e1ria e da professora da disciplina, no \u00e2mbito de um tema do programa.<\/p>\n<p>Esta iniciativa insere-se numa estrat\u00e9gia mais alargada de desenvolvimento das literacias, iniciada h\u00e1 dois anos, com a elabora\u00e7\u00e3o de um <em>Modelo de Pesquisa<\/em> e de um <em>Quadro de Refer\u00eancia de Compet\u00eancias Transversais, <\/em>constru\u00eddo a partir da articula\u00e7\u00e3o de dois documentos de refer\u00eancia: As <em>Metas de Aprendizagem TIC<\/em>, no contexto das metas de aprendizagem da DGIDC (2010), que apresentam as compet\u00eancias digitais de uma forma transdisciplinar ao curr\u00edculo, e o <em>Referencial Aprender com a Biblioteca Escolar<\/em>, que define as capacidades a adquirir ao longo do percurso escolar, ao n\u00edvel das literacias da leitura, dos m\u00e9dia e da informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Apesar dos constrangimentos, desenvolver um projeto no \u00e2mbito das literacias da informa\u00e7\u00e3o e digital, atrav\u00e9s da planifica\u00e7\u00e3o conjunta e do trabalho colaborativo constituiu enorme um desafio, transformando-se numa estrat\u00e9gia de forma\u00e7\u00e3o para as docentes envolvidas.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"pratica\"><\/a><\/p>\n<h6>Usar as TIC para aprender a pensar: Ser\u00e1 isto uma boa pr\u00e1tica?<\/h6>\n<p><strong><em>Sim\u00e3o Elias Lomba\u00a0<\/em><\/strong>(http:\/\/goo.gl\/5fvz7z ;\u00a0Agrupamento de Escolas de Cane\u00e7as)<\/p>\n<p>Partindo de uma reflex\u00e3o sobre o que \u00e9 uma boa-pr\u00e1tica em educa\u00e7\u00e3o e sobre a ess\u00eancia da educa\u00e7\u00e3o, apresentar\u00e3o-se algumas pr\u00e1ticas de um professor nas aulas de TIC entre 2004 e 2009 que pretendiam aliar o ensino das TIC a compet\u00eancias transversais encaradas como essenciais na sociedade atual, numa perspetiva de trabalho colaborativo. As pr\u00e1ticas referidas est\u00e3o documentadas em s\u00edtios da Internet que foram sendo criadas para apoiar o trabalho dos alunos. O trabalho desenvolvido n\u00e3o se limita ao ensino de t\u00e9cnicas de utiliza\u00e7\u00e3o das TIC ou \u00e0 sele\u00e7\u00e3o das ferramentas mais atuais. Questiona as ferramentas e as t\u00e9cnicas usadas, mas tamb\u00e9m os m\u00e9todos de ensino e a sua adequa\u00e7\u00e3o ao que se pretende ensinar e a quem aprende. As quest\u00f5es relacionadas com: (a) informa\u00e7\u00e3o, (b) liberdade de escolha, (c) decis\u00e3o informada, (d) privacidade, e (e) seguran\u00e7a, n\u00e3o podem e n\u00e3o devem ser deixadas de fora no ensino das TIC. A experi\u00eancia de ensino das TIC relatada neste trabalho centra-se sobre as compet\u00eancias de literacia de informa\u00e7\u00e3o, questiona o tipo de programas inform\u00e1ticos a usar (programas livres versus programas propriet\u00e1rios) e discute bens comuns e bens privadas, direitos de autor e propriedade intelectual. As tecnologias da Web 2.0 tiveram um papel importante na pr\u00e1tica aqui apresentada, designadamente blogues, <em>wikis<\/em>, barras cronol\u00f3gicas, mapas conceptuais e ferramentas de comunica\u00e7\u00e3o s\u00edncrona e ass\u00edncrona. Algumas das quest\u00f5es que se colocaram a este professor viriam a servir de motiva\u00e7\u00e3o para uma investiga\u00e7\u00e3o a n\u00edvel de mestrado com continuidade num doutoramento.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"ipad\"><\/a><\/p>\n<h6>&#8220;News report from 2064&#8221;: L\u00edngua inglesa com recurso ao <em>iPad<\/em><\/h6>\n<p><em><strong>S\u00edlvia Couvaneiro; Neuza Pedro<\/strong><\/em> (Instituto de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade de Lisboa)<\/p>\n<p>A unidade did\u00e1tica a apresentar foi concebida no \u00e2mbito do projeto de investiga\u00e7\u00e3o <em>iPad<\/em> na aula de ingl\u00eas. Esta consiste na leitura e explora\u00e7\u00e3o de um <em>iBook<\/em> &#8211; \u201cIsaac Asimov &amp; Someday\u201d &#8211; criado pela estudante especificamente para o seu estudo. Nos momentos posteriores \u00e0 leitura os alunos participaram em debates em aula e conceberam anima\u00e7\u00f5es e v\u00eddeos que apresentaram \u00e0 turma.<\/p>\n<p>Esta unidade foi pensada para aplicar em aula com recurso a dispositivos <em>iPad <\/em>em n\u00famero suficiente para permitir a leitura e o trabalho colaborativo, utilizando aplica\u00e7\u00f5es como <em>iTunesU<\/em>, <em>iBooks<\/em>, <em>iMovie<\/em>, entre outras. O estudo foi implementado com dois professores em duas turmas de 8\u00ba ano, n\u00edvel IV de Ingl\u00eas &#8211; L\u00edngua Estrangeira, sendo objetivos do estudo compreender se a articula\u00e7\u00e3o desta tecnologia e estrat\u00e9gias tem ou n\u00e3o impacto i) na motiva\u00e7\u00e3o e envolvimento dos alunos, ii) no desenvolvimento da compet\u00eancia comunicativa, particularmente na produ\u00e7\u00e3o oral e iii) na motiva\u00e7\u00e3o dos professores para a integra\u00e7\u00e3o das TIC nas suas pr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS<\/p>\n<p>International Reading Association (2009). New literacies and 21st-century technologies: A position statement of the International Reading Association. http:\/\/www.reading.org\/Libraries\/position-statements-and-resolutions\/ ps1067_NewLiteracies21stCentury.pdf (Acess\u00edvel em 31 de Janeiro de 2014).<\/p>\n<p>Karsenti, T., &amp; Fievez, A. (2013). The iPad in education: uses, benefits, and challenges \u2013 A survey of 6,057 students and 302 teachers in Quebec, Canada. Montreal, QC: CRIFPE.<\/p>\n<p>Kwon, S., &amp; Lee, J. E. (2010) Design principles of m-learning for ESL. Procedia &#8211; Social nd Behavioral Sciences, 2(2), 1884\u20131889.<\/p>\n<p>UNESCO (2013). Policy Guidelines for Mobile Learning. http:\/\/unesdoc.unesco.org\/images\/0021\/002196\/219641e.pdf (Acess\u00edvel em 31 de Janeiro de 2014).<\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"ciclo\"><\/a><\/p>\n<h6>As tecnologias de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o no Projeto eTwinning \u201cAnimals around us\u201d aplicado no 2\u00ba ciclo<\/h6>\n<p><em><strong>Eg\u00eddia Azevedo <sup>1<\/sup>;\u00a0 Micaela Patr\u00edcio <sup>1<\/sup>; Agnieszka Halicka <sup>2<\/sup>;\u00a0 Urszula Furma\u0144ska <sup>2<\/sup> e \u017baneta Misiak <sup>2<\/sup>;\u00a0 Aneta Mat\u00fa\u0161kov\u00e1 <sup>3<\/sup>; Dovile Kazakauskiene <sup>4<\/sup>; Ineta B\u0113rzi\u0146a <sup>5<\/sup>; Kristina Vatovec <sup>6<\/sup>; Mariana Rotar <sup>7<\/sup>; Marija Zubec <sup>8<\/sup>; Sinisa Rezek<sup> 8<\/sup>; Mirjam Franceti\u010d <sup>9<\/sup>; Oliwia Wojtukowicz <sup>10<\/sup>; Theophanis Kapsomanis<sup>11\u00a0<\/sup><\/strong><\/em>(<sup>1<\/sup>Agrupamento de Escolas D. Filipa de Lencastre, Portugal;\u00a0<sup>2 <\/sup>Zesp\u00f3\u0142 Szk\u00f3\u0142 nr 2, Konstancin-Jeziorna, Pol\u00f3nia;\u00a0<strong><sup>3 <\/sup><\/strong>Z\u00e1kladn\u00e1 \u0161kola Milana; Rastislava \u0160tef\u00e1nika Lu\u010denec, Lu\u010denec, Eslov\u00e1quia;\u00a0<strong><sup>4 <\/sup><\/strong>Plok\u0161\u010diai school &#8211; multifunctional centre, Plok\u0161\u010diai, Litu\u00e2nia;\u00a0<sup>5<\/sup> L\u012bgatnes novada vidusskola, L\u012bgatne, Let\u00f3nia;\u00a0<sup>6<\/sup> Osnovna sola Pivka, Pivka, Eslov\u00e9nia;\u00a0<sup>7<\/sup> Scoala Gimnaziala \u201cAlexandru Ioan Cuza, Baia Mare, Rom\u00e9nia;\u00a0<sup>8<\/sup> Osnovna \u0161kola \u017ditnjak, Zagreb, Cro\u00e1cia;\u00a0<sup>9<\/sup> Osnovna sola Pivka, Pivka, Eslov\u00e9nia;\u00a0<sup>10<\/sup>DogaKoleji , Izmir, Turquia;\u00a0<sup>11<\/sup>23\u03bf \u0394\u03b7\u03bc\u03bf\u03c4\u03b9\u03ba\u03cc \u03a3\u03c7\u03bf\u03bb\u03b5\u03af\u03bf \u0398\u03b5\u03c3\u03c3\u03b1\u03bb\u03bf\u03bd\u03af\u03ba\u03b7\u03c2, \u0398\u03b5\u03c3\u03c3\u03b1\u03bb\u03bf\u03bd\u03af\u03ba\u03b7, Gr\u00e9cia)<\/p>\n<p>O eTwinning \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o do programa Eramus Plus da Uni\u00e3o Europeia e visa a cria\u00e7\u00e3o de redes de trabalho colaborativo entre as escolas europeias, atrav\u00e9s do desenvolvimento de projetos comuns com recurso \u00e0 internet e \u00e0s tecnologias de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O projeto eTwinning \u201canimals around us\u201d foi criado no presente ano letivo e aplicado em 10 escolas de pa\u00edses parceiros: Cro\u00e1cia, Eslov\u00e9nia, Est\u00f3nia, Eslov\u00e1quia, Gr\u00e9cia, Litu\u00e2nia, Let\u00f3nia, Portugal, Pol\u00f3nia e Turquia, envolvendo 170 alunos da faixa et\u00e1ria 10-12 anos e quinze docentes.<\/p>\n<p>Os objetivos do projeto delineados foram: fornecer aos alunos uma vis\u00e3o multidimensional do mundo animal, potenciar o desenvolvimento de saberes e compet\u00eancias promotoras de aprendizagens significativas; promover interliga\u00e7\u00e3o entre ci\u00eancia, tecnologia, sociedade e ambiente; incrementar o uso das novas tecnologias e informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o em diferentes contextos educativos e ainda dinamizar um espa\u00e7o virtual exemplificativo das boas pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas, inovadoras, integradas nos curr\u00edculos e alicer\u00e7adas em forte trabalho colaborativo entre a rede de escolas europeias parceiras de projeto.<\/p>\n<p>Sendo este projeto amplo e de cariz multidisciplinar, a sele\u00e7\u00e3o de ferramentas digitais diversificadas, eficazes e apelativas foram cruciais para o sucesso das treze atividades realizadas. Entre as ferramentas digitais comuns usadas destaca-se a explora\u00e7\u00e3o do <em>PowerPoint<\/em>, <em>Prezzi<\/em>, <em>Story jumper<\/em>, <em>Pizlr<\/em>, <em>Google docs<\/em>, <em>Zondle<\/em>, que foram vitais na produ\u00e7\u00e3o de apresenta\u00e7\u00f5es, log\u00f3tipos, dicion\u00e1rios, cartoons, puzzles, question\u00e1rios e jogos interativos. Para os alunos as atividades executadas, representaram novos desafios, com diferentes graus de dificuldades, exigindo tomadas de decis\u00e3o, criatividade, coopera\u00e7\u00e3o, empenho e autonomia. A divulga\u00e7\u00e3o das atividades foi ampla e operacionalizada atrav\u00e9s do portal <em>twinspace<\/em>, no blog externo criado e tamb\u00e9m nas exposi\u00e7\u00f5es realizadas, abertas \u00e0 comunidade educativa.<\/p>\n<p>Este projeto deu um forte contributo para a constru\u00e7\u00e3o de saberes, o desenvolvimento compet\u00eancias e atitudes, subjacentes \u00e0 uma educa\u00e7\u00e3o hol\u00edstica dos alunos, futuros cidad\u00e3os de uma Europa em mudan\u00e7a.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"portugues\"><\/a><\/p>\n<h6>Uma experi\u00eancia integrada entre TIC e portugu\u00eas<\/h6>\n<p><strong><em>Elsa Estrela; Lu\u00eds Dentinho\u00a0<\/em><\/strong>(Escola Secund\u00e1ria Jorge Peixinho)<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Este trabalho tem como objetivo apresentar as conclus\u00f5es de uma parceira desenvolvida em dois momentos do ano letivo que agora terminou entre as disciplinas de TIC e Portugu\u00eas. Assumimos a pertin\u00eancia atual do esbatimento de fronteiras entre disciplinas, fortalecendo um curr\u00edculo integrado, e a cria\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o de aprendizagem centrado no aluno que, pertencente \u00e0 gera\u00e7\u00e3o <em>google<\/em>, ver\u00e1 potenciadas compet\u00eancias relacionadas com a utiliza\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o de ferramentas Web 2.0 (Moura e Carvalho, 2009). Assim, e entendendo o conhecimento como um conceito social que resulta de um vasto espectro de experi\u00eancias a n\u00edvel motor, cognitivo, social e cultural, propusemo-nos criar um espa\u00e7o de aprendizagem que permitisse o desenvolvimento de compet\u00eancias ao n\u00edvel da l\u00edngua materna com base em tecnologias de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o. Os alunos trabalharam de forma cooperativa com base em <em>webquests <\/em>e realizaram atividades de <em>m-learning<\/em>, bem como exerc\u00edcios interativos com base em conhecimentos da l\u00edngua materna, em simult\u00e2neo o aprofundamento de conhecimentos espec\u00edficos no \u00e2mbito das tecnologias.<\/p>\n<p>Segundo Figueiredo e seus colaboradores (2001), o desafio dos contextos reside em que, num mundo inundado de informa\u00e7\u00e3o, aquilo a que prestamos aten\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o os conte\u00fados, mas sim os contextos. Em larga medida e, independentemente da import\u00e2ncia dos conte\u00fados, s\u00e3o os contextos que oferecem estrutura. Ignorar este desafio equivale a perder qualquer oportunidade de levar a bom termo o recurso aos novos media ( p.76).<\/p>\n<p>Diariamente, os alunos participam na realiza\u00e7\u00e3o de diferentes trabalhos, na partilha de informa\u00e7\u00e3o entre colegas, na avalia\u00e7\u00e3o e, assim, como dizia Jo\u00e3o dos Santos (1991), v\u00e3o construindo um projeto que \u00e9, tamb\u00e9m, uma forma de aprender a ser\u2026<\/p>\n<p>Este trabalho foi realizado em regime de codoc\u00eancia, durante um per\u00edodo de aulas definido no calend\u00e1rio escolar, em dois per\u00edodos distintos do ano letivo. Os resultados s\u00e3o bastante positivos, tendo em conta que o contexto criado permitiu um maior envolvimento e predisposi\u00e7\u00e3o os alunos para aprendizagens em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s quais sentem, por vezes, um grande afastamento. Por outro lado, as aprendizagens conseguidas s\u00e3o efetivas e congregam conhecimentos das duas disciplinas, o que demonstra a necessidade de diversifica\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias e metodologias de aprendizagem como resposta \u00e0s necessidades dos alunos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS<\/p>\n<p>Figueiredo, A., Carvalho, A., Morin, E., Delac\u00f4te, G., Silva, J., Pinheiro. J. D., et al. (2001). Novos <em>media <\/em>e nova aprendizagem. In Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian (Eds.), <em>Novo conhecimento, nova aprendizagem<\/em> (pp. 71-81). Lisboa: Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian.<\/p>\n<p>Moura, Adelina; Carvalho, A.A. 2009. &#8220;Gera\u00e7\u00e3o M\u00f3vel: um ambiente de aprendizagem suportado por tecnologias m\u00f3veis para a \u201cGera\u00e7\u00e3o Polegar.&#8221;, P. Dias, A. J. Os\u00f3rio (org.) <em>Actas da VI Confer\u00eancia Internacional de TIC na Educa\u00e7\u00e3o Challenges 2009 \/ Desafios 2009<\/em>, 2: 50 &#8211; 78.<\/p>\n<p>Santos, J. (1991). <em>Ensaios sobre educa\u00e7\u00e3o I: A crian\u00e7a quem \u00e9?.<\/em> Lisboa: Livros Horizonte.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"curriculo\"><\/a><\/p>\n<h6>Projeto ITEC: Um exemplo inovador da integra\u00e7\u00e3o de tecnologias no curr\u00edculo<\/h6>\n<p><em><strong>Maria Dulce Pinto\u00a0<\/strong><\/em>(Agrupamento de Escolas Anselmo de Andrade)<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>O projeto iTEC (<em>Innovative Technologies for an Engaging Classroom<\/em>) \u00e9 um projeto de \u00e2mbito europeu, desenvolvido de setembro de 2010 a agosto de 2014, e coordenado pela European Schoolnet.<\/p>\n<p>S\u00e3o objetivos do projeto: (a) desenvolver cen\u00e1rios motivadores de ensino e de aprendizagem para a sala de aula do futuro; (b) validar estes cen\u00e1rios em pilotagens de larga escala; e, (c) alargar estas pilotagens a mais salas de aula (sustentabilidade).<\/p>\n<p>Em Portugal, \u00e9 a Equipa de Recursos e Tecnologias Educativas (ERTE), uma equipa multidisciplinar da Dire\u00e7\u00e3o-Geral da Educa\u00e7\u00e3o, que tem a seu cargo a coordena\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica e t\u00e9cnica do projeto iTEC. No cumprimento dos objetivos do projeto, colaboram com a ERTE os nove Centros de Compet\u00eancia TIC bem como a <em>Promethean<\/em>, um dos parceiros da \u00e1rea tecnol\u00f3gica. O projeto desenvolve-se em ciclos consecutivos de pr\u00e9-pilotagens e de pilotagens de concep\u00e7\u00e3o, implementa\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o de Cen\u00e1rios, Hist\u00f3rias e Atividades de Aprendizagem. Ser\u00e3o apresentados estes conceitos, introduzidos pela Universidade de Aalto, que suportam o desenvolvimento pedag\u00f3gico e tecnol\u00f3gico de cada Ciclo de Pilotagem.<\/p>\n<p>Ser\u00e3o referidos dois exemplos de boas pr\u00e1ticas realizadas em turmas do 3.\u00ba ciclo do Ensino B\u00e1sico assim como os resultados de avalia\u00e7\u00e3o do projeto, j\u00e1 obtidos pela coordena\u00e7\u00e3o europeia.<\/p>\n<p>Os desafios colocados pelo Projeto &#8211; integra\u00e7\u00e3o das tecnologias no curr\u00edculo e a sua pr\u00f3pria sustentabilidade -, constituem um repto n\u00e3o s\u00f3 \u00e0 atua\u00e7\u00e3o continuada de todos quanto se t\u00eam vindo a envolver neste projeto nas escolas mas tamb\u00e9m a n\u00edvel nacional na tomada de decis\u00f5es pol\u00edticas que possibilitem a introdu\u00e7\u00e3o de metodologias inovadoras que promovam equitativamente mais e melhores aprendizagens.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIA<\/p>\n<p>Lewin, C.,\u00a0 Ellis, W., Haldane, M.,\u00a0 &amp; McNicol, Sarah. (2013). Internal Deliverable 5.7. Evidence of the impact of\u00a0 iTEC on learning and teaching. Retirado de http:\/\/itec.eun.org\/c\/document_library\/get_file?uuid=456bbe19-0ddc-422b-9884-89eb034c2d99&amp;groupId=10136<\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"pedagogica\"><\/a><\/p>\n<h6>A utiliza\u00e7\u00e3o da plataforma 20 Escola Digital enquanto ferramenta de diferencia\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica<\/h6>\n<p><em><strong>Ol\u00edvia Nascimento\u00a0<\/strong><\/em>(Agrupamento de Escolas das Olaias)<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>A cria\u00e7\u00e3o de um Edulab \u2013 Laborat\u00f3rio de Tecnologias da Educa\u00e7\u00e3o, em duas escolas do 1.\u00ba Ciclo do Agrupamento de Escolas das Olaias permitiu a utiliza\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias ferramentas TIC, entre elas, a plataforma de ensino 20 Escola Digital da LeYa, proporcionando um ambiente virtual de aprendizagem e acesso a conte\u00fados digitais aos alunos das salas piloto do Edulab.<\/p>\n<p>A plataforma disponibiliza os seguintes componentes:<\/p>\n<ul>\n<li>Para\u00a0Alunos &#8211; explora\u00e7\u00e3o dos Manuais Escolares Multim\u00e9dia da LeYa, v\u00eddeos, anima\u00e7\u00f5es 3D, jogos e ferramentas de apoio ao estudo. Apresenta tarefas e testes interativos que permitem ao aluno treinar, identificar as \u00e1reas a melhorar e aprofundar o seu estudo.<\/li>\n<li>Para Professores &#8211; banco de recursos, manuais escolares multim\u00e9dia da LeYa com objetos de aprendizagem totalmente articulados com o projeto escolar e ferramenta de planifica\u00e7\u00e3o de aulas, permitindo ao professor preparar as suas aulas, atribuindo tarefas diferenciadas para os alunos.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A plataforma 20 Escola Digital da LeYa foi utilizada durante o ano letivo de 2013\/2014 na turma do 2.\u00ba B, da E.B.1 Bairro do Armador, para gest\u00e3o das aprendizagens dentro e fora da sala de aula, permitindo uma diferencia\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica atrav\u00e9s da atribui\u00e7\u00e3o de tarefas previamente planeadas pela professora titular de turma.<\/p>\n<p>Diariamente, os alunos tinham tempos espec\u00edficos de trabalho individual no computador, realizando fichas de consolida\u00e7\u00e3o e atividades interativas relacionados com as dificuldades diagnosticadas pela professora.<\/p>\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o do computador, como mediador das aprendizagens, atrav\u00e9s do apoio da plataforma, permitiu desenvolver compet\u00eancias de literacia digital e de autonomia nos alunos.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"paleontologico\"><\/a><\/p>\n<h6>As TIC na divulga\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio geol\u00f3gico e paleontol\u00f3gico<\/h6>\n<p><em><strong>Anabela Ramos; Em\u00edlia Silva\u00a0<\/strong><\/em>(Agrupamento de Escolas de Vialonga)<\/p>\n<p><strong>\u00a0iTEC 5\u00ba Ciclo<\/strong><\/p>\n<p>No \u00e2mbito do 5\u00ba ciclo de pilotagem iTEC, os alunos do 7\u00baD, da Escola EB 2,3 de Vialonga, com a coopera\u00e7\u00e3o das professoras de C.N. e E.V., constru\u00edram um gui\u00e3o cient\u00edfico digital, que explica de forma representativa, expressiva e criativa as investiga\u00e7\u00f5es realizadas. Os alunos foram divididos em equipas, utilizaram o TeamUp na forma\u00e7\u00e3o dessas equipas, e cumulativamente para realizar grava\u00e7\u00f5es das reflex\u00f5es .<\/p>\n<p>Os alunos constru\u00edram blogues de equipa, reportando a evolu\u00e7\u00e3o da sua hist\u00f3ria de aprendizagem, que comportou duas visita de campo, registadas pelos alunos e expostas nos blogues. Com o Google Hearth os alunos constru\u00edram os percursos de interesse paleontol\u00f3gico e geol\u00f3gico na sua vila (Vialonga) realizando desta forma os gui\u00f5es cient\u00edficos digitais. Durante todo o projecto foi desenvolvido um site (http:\/\/aevitec5.weebly.com), que funcionou como elo agregador do projeto, disponibilizando o acesso a recursos de apoio e a todas as atividades desenvolvidas, apresentando um inqu\u00e9rito de avalia\u00e7\u00e3o do projecto. No final do ano lectivo a turma apresentou este projecto aos encarregados de educa\u00e7\u00e3o e comunidade escolar, durante a inaugura\u00e7\u00e3o de uma exposi\u00e7\u00e3o com dos trabalhos realizados no \u00e2mbito do mesmo.<\/p>\n<p>Pretendemos e fomentamos a divulga\u00e7\u00e3o| preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio Geol\u00f3gico e Paleontol\u00f3gico da vila de Vialonga.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"class\"><\/a><\/p>\n<h6>Gest\u00e3o de sala de aula e avalia\u00e7\u00e3o das aprendizagens atrav\u00e9s do <em>Mythware E-learning Class<\/em><\/h6>\n<p><em><strong>Jo\u00e3o Azevedo<\/strong><strong>; <\/strong><strong>Sandra Gon\u00e7alves <\/strong><\/em>(Agrupamento de Escolas das Olaias)<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>A cria\u00e7\u00e3o de um Edulab \u2013 Laborat\u00f3rio de Tecnologias da Educa\u00e7\u00e3o, em duas escolas do 1.\u00ba Ciclo do Agrupamento de Escolas das Olaias permitiu a utiliza\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias ferramentas TIC, entre elas, o Mythware E-learning Class que vem inclu\u00eddo nos computadores Magalh\u00e3es.<\/p>\n<p>O Mythware e-Learning Class \u00e9 um software de colabora\u00e7\u00e3o e partilha que permite ao professor controlar todos os computadores Magalh\u00e3es de uma sala de aula, sem ter de se deslocar ao p\u00e9 dos alunos. Este programa permite criar question\u00e1rios, visualizar os monitores dos alunos, desligar ou ativar os mesmos, iniciar ou terminar aplica\u00e7\u00f5es, fazer grupos de trabalho, enviar e receber ficheiros, comunicar atrav\u00e9s de um chat, ensinar em grupo, entre muitas outras fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>As funcionalidades mais utilizadas foram:<\/p>\n<ul>\n<li>Enviar ficheiros para os alunos (fichas, links da Internet, imagens, entre outros) e receber os trabalhos conclu\u00eddos pelos mesmos;<\/li>\n<li>Visualizar os monitores, controlar os computadores quando os alunos necessitavam de alguma ajuda e coloc\u00e1-los em sil\u00eancio para fazer uma explica\u00e7\u00e3o para o grande grupo atrav\u00e9s do Quadro Interativo;<\/li>\n<li>Mostrar o ecr\u00e3 de um dos alunos ao resto da turma, para que este apresente o seu trabalho;<\/li>\n<li>Fazer grupos de trabalho onde os alunos podiam comunicar por chat, discutindo pontos de vista e opini\u00f5es sobre o trabalho a realizar;<\/li>\n<li>Testes interativos elaborados pelos professores para avalia\u00e7\u00e3o das aprendizagens, permitindo a corre\u00e7\u00e3o e feedback imediato do professor.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Os testes interativos foram os mais utilizados, pois, n\u00e3o s\u00f3 permitiram criar pequenos testes para avaliar as aprendizagens dos alunos no momento, como tamb\u00e9m dar um feedback imediato ao aluno das respostas certas e erradas, dando ainda a possibilidade aos professores de guardarem esses resultados para futura an\u00e1lise dos resultados dos alunos.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"como\"><\/a><\/p>\n<h6>Ser empreendedor. Como?<\/h6>\n<p><em><strong>Maria Teresa Moura\u00a0<\/strong><\/em>(Agrupamento de Escolas D. Filipa de Lencastre)<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Objetivos:<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Participar no Concurso Europeu de v\u00eddeo MARLISCO<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Planificar ideias inovadoras para sensibilizar sobre o lixo marinho e:<\/p>\n<ul>\n<li>a biodiversidade<\/li>\n<li>a sa\u00fade humana<\/li>\n<li>os recursos<\/li>\n<li>a sustentabilidade<\/li>\n<\/ul>\n<p>&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ser respons\u00e1vel<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Pensar diferente<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ter uma atitude otimista e apaixonada nas solu\u00e7\u00f5es propostas para o problema em estudo<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Agregar valor social<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Utilizar as TIC no desenvolvimento da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Metodologia:<\/p>\n<p>Os alunos pesquisaram e criaram planos de a\u00e7\u00e3o. Participaram no Workshop de V\u00eddeo, resultante da\u00a0 parceria entre o Agrupamento de Escolas D. Filipa de Lencastre, a Faculdade de Ci\u00eancias e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa e a Faculdade de Belas-Artes Universidade de Lisboa.<\/p>\n<p>Foram abordadas e explorados os modos de capta\u00e7\u00e3o de imagem e som, a ilumina\u00e7\u00e3o, a montagem, os respetivos modos de edi\u00e7\u00e3o v\u00eddeo (Premiere, iMovie 9.0.4) e exporta\u00e7\u00e3o. Os alunos realizaram v\u00eddeos e o respetivos \u201cmaking of\u201d.<\/p>\n<p>Resultados:<\/p>\n<p>Primeiro lugar na categoria \u201cInforma\u00e7\u00e3o mais\u201d V\u00eddeo \u201cTILL WHEN?<\/p>\n<p>Sexto lugar na categoria II com o filme \u00c9 HORA!<\/p>\n<p>Conclus\u00f5es:<\/p>\n<p>Os alunos utilizaram as Tic de forma inovadora e tornaram-se agentes de mudan\u00e7a face \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o ambiental atrav\u00e9s da produ\u00e7\u00e3o de\u00a0 v\u00eddeos que foram divulgados no Facebook e no Youtube com elevado n\u00famero de visualiza\u00e7\u00f5es e likes o que contribuiu para o pr\u00e9mio.<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIA<\/p>\n<p>Concurso MARLISCO Portugal. Recuperado de http:\/\/www.marliscoportugal.org\/<\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"secundario\"><\/a><\/p>\n<h6>E-lab: Implementa\u00e7\u00e3o de um curso <em>online<\/em> para alunos do ensino secund\u00e1rio<\/h6>\n<p><em><strong>S\u00e9rgio Leal<sup>1,2<\/sup>, Jo\u00e3o Paulo Leal<sup>2,3\u00a0<\/sup><\/strong><\/em>(1 Departamento de Qu\u00edmica e Bioqu\u00edmica, FCUL, Lisboa, Portugal;\u00a02 Escola Secund\u00e1ria Padre Ant\u00f3nio Vieira, Lisboa, Portugal;\u00a03 Unidade de Ci\u00eancias Qu\u00edmicas e Radiofarmac\u00eauticas, Instituto Tecnol\u00f3gico Nuclear, Instituto Superior T\u00e9cnico, Sacav\u00e9m, Portugal)<\/p>\n<p>A presente comunica\u00e7\u00e3o pretende analisar os resultados obtidos ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o de um curso <em>online<\/em> e-lab (laborat\u00f3rio real controlado remotamente dispon\u00edvel em http:\/\/elab.ist.eu e de acesso gratuito) por cerca de 20 alunos de F\u00edsica de 12\u00ba ano da Escola Secund\u00e1ria Padre Ant\u00f3nio Vieira, em Lisboa.<\/p>\n<p>O curso foi realizado recorrendo \u00e0 plataforma e-learning Moodle da escola, que continha todos os documentos e refer\u00eancias necess\u00e1rios para o curso, permitindo aos alunos realizarem o curso de um modo aut\u00f3nomo.<\/p>\n<p>O e-lab n\u00e3o pretende substituir o espa\u00e7o f\u00edsico do laborat\u00f3rio, mas sim servir como um complemento ao processo de ensino-aprendizagem. Este laborat\u00f3rio remoto possui como principais objetivos: (i) aumentar o interesse e a motiva\u00e7\u00e3o dos alunos nas disciplinas cient\u00edficas; e (ii) desenvolver nos alunos compet\u00eancias cient\u00edficas.<\/p>\n<p>O curso teve a dura\u00e7\u00e3o de duas semanas e os seus principais objetivos s\u00e3o: (i) promover o ensino experimental das ci\u00eancias no ensino b\u00e1sico e secund\u00e1rio e incentivar e estimular a pesquisa na escola; (ii) proporcionar aos alunos uma ferramenta de apoio ao ensino experimental no campo da F\u00edsica e da Qu\u00edmica, com base no potencial das Tecnologias de Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o (TIC); (iii) proporcionar um espa\u00e7o de reflex\u00e3o, a fim de implementar os m\u00e9todos experimentais no estudo da F\u00edsica e da Qu\u00edmica; e (iv) explorar os ganhos de um trabalho integrado nestas duas \u00e1reas, atrav\u00e9s da utiliza\u00e7\u00e3o das TIC.<\/p>\n<p>Os resultados obtidos foram bastante satisfat\u00f3rios e o pr\u00f3ximo passo ser\u00e1 realizar um estudo-piloto com professores de F\u00edsica e Qu\u00edmica, antes da tentativa de massifica\u00e7\u00e3o do curso.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"ano\"><\/a><\/p>\n<h6><em>Vodcasts<\/em> como estrat\u00e9gia de aprendizagem: Uma experi\u00eancia com alunos de Ci\u00eancias Naturais (8\u00baano) e Geologia (12\u00ba ano)<\/h6>\n<p><em><strong>Maria Elvira Monteiro\u00a0<\/strong><\/em>(Agrupamento de Escolas de S\u00e3o Jo\u00e3o da Talha)<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>No ano letivo de 2012-2013, integraram-se as tecnologias na disciplina de op\u00e7\u00e3o de Geologia do 12\u00ba ano como principal estrat\u00e9gia de aprendizagem. No ano letivo de 2013-2014 recorreu-se \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos para apresentar os relat\u00f3rios das visitas de estudo e do projeto curricular Horta Biol\u00f3gica dos alunos de Ci\u00eancias Naturais do 8\u00baano. Al\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o dos <em>vodcasts<\/em> os alunos utilizaram a plataforma <em>moodle<\/em> e os <em>e-portfolios<\/em> como reposit\u00f3rio, meio de comunica\u00e7\u00e3o e partilha de informa\u00e7\u00e3o e ainda de debate nos f\u00f3runs.<\/p>\n<p>Na perspetiva de um ensino ativo (Hatie, 2009) foi proposto aos alunos a explora\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas temas do programa de Geologia do 12\u00ba ano atrav\u00e9s de trabalho de pesquisa e elabora\u00e7\u00e3o de apresenta\u00e7\u00f5es multim\u00e9dia em sala de aula, seguido de comunica\u00e7\u00f5es orais a realizar nas \u00faltimas semanas de aulas de cada per\u00edodo, antecedendo uma prova de avalia\u00e7\u00e3o escrita.<\/p>\n<p>O principal objetivo da integra\u00e7\u00e3o realizada, no 8\u00ba e no 12\u00ba ano, foi experimentar e analisar como podem ser usados os <em>vodcasts<\/em>, produzidos pelos alunos, para aprender os conte\u00fados da disciplina criando um ambiente de sala de aula ativo e fluido e em que cada um se sentisse \u00e0 vontade para aprender, ensinar, cometer \u2018erros\u2019, gerir as tarefas e os tempos de modo respons\u00e1vel.<\/p>\n<p>Os produtos finais dos <em>vodcasts<\/em> foram avaliados pela professora com base numa grelha com crit\u00e9rios anal\u00edticos, entre eles alguns dos princ\u00edpios do multim\u00e9dia (Teoria da Aprendizagem Multim\u00e9dia de Mayer e a Teoria da Carga Cognitiva de Sweller, Ayres, &amp; Kalyuga).<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS<\/p>\n<p>Hattie, J. (2009). Visible Learning; a synthesis of over 800 meta-analyses relating to achievement. London: Routledge.<\/p>\n<p>Mayer, R.(2009). Teoria cognitiva da aprendizagem multim\u00e9dia in <em>Ensino online e aprendizagem multim\u00e9dia<\/em>, G. L. Miranda, Org., Lisboa: Rel\u00f3gio d\u2019\u00c1gua Editores, pp. 207-237.<\/p>\n<p>Sweller, J., Ayres, P. &amp; Kalyuga, S. (2011). Cogntive load theory. New York: Springer.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"artes\"><\/a><\/p>\n<h6>Aplica\u00e7\u00f5es digitais no ensino da gravura, em Oficina de Artes<\/h6>\n<p><em><strong>Manuel Moreira\u00a0<\/strong><\/em>(Agrupamento Vertical de Escolas Bel\u00e9m-Restelo, Escola EB 2,3 de Paula Vicente)<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Com a evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e o aparecimento de meios digitais mais iterativos e de f\u00e1cil utiliza\u00e7\u00e3o, est\u00e3o abertas novas possibilidades que podem facilitar o processo de ensino-aprendizagem e que se adaptam mais facilmente \u00e0s solicita\u00e7\u00f5es atuais do ensino e das necessidades dos alunos.<\/p>\n<p>Este artigo tem como pretens\u00e3o apresentar o trabalho de investiga\u00e7\u00e3o desenvolvido no Agrupamento Vertical de Escolas Bel\u00e9m-Restelo, na Escola EB 2,3 de Paula Vicente, realizado no \u00e2mbito do Mestrado em Ensino das Artes Visuais da Universidade de Lisboa. Neste projeto, esteve envolvida uma turma do 9\u00ba ano do 3\u00ba Ciclo, da disciplina de Oficina de Artes, onde se exploraram novos m\u00e9todos de gravura, menos t\u00f3xicos, aplicados ao ensino das Artes Visuais. Estes m\u00e9todos seguem as tend\u00eancias atuais da gravura contempor\u00e2nea e de um novo paradigma ecol\u00f3gico, proporcionando outras abordagens na procura de novas linguagens ao n\u00edvel da express\u00e3o pl\u00e1stica e da criatividade.<\/p>\n<p>No processo de ensino-aprendizagem foram utilizados meios tecnol\u00f3gicos, como tablets e aplica\u00e7\u00f5es digitais direcionadas para o campo da gravura, e que se revelaram essenciais para a percep\u00e7\u00e3o e visualiza\u00e7\u00e3o de processos que implicavam uma maior abstra\u00e7\u00e3o. De acordo com Huber (2011), a utiliza\u00e7\u00e3o destes meios no processo de aprendizagem, permitem aulas mais interativas e possibilitam uma melhor visualiza\u00e7\u00e3o de conte\u00fados onde os alunos revelam mais dificuldades. Ao mesmo tempo, permite um maior controlo no processo de avalia\u00e7\u00e3o e proporciona uma aprendizagem mais individualizada, direcionada \u00e0s necessidades do aluno.<\/p>\n<p>Neste sentido, um dos principais objetivos, da aplica\u00e7\u00e3o das tecnologias emergentes em contexto de aula foi: compreender de que forma estes novos meios se revelam eficazes no processo de ensino aprendizagem e de que forma contribuem para o sucesso das aprendizagens dos alunos.<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS<\/p>\n<p>Hurber, S. (2012). IPads in the Classroom. A Development of a Taxonomy for the Use of Tablets in Schools. Books on Demand<\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"especiais\"><\/a><\/p>\n<h6>A import\u00e2ncia das hist\u00f3rias digitais no desenvolvimento da leitura de alunos com Necessidades Educativas Especiais<\/h6>\n<p><em><strong>C\u00e9lia Dion\u00edsio; Jo\u00e3o Azevedo\u00a0<\/strong><\/em>(Agrupamento de Escolas das Olaias)<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Segundo Ricoy e Coutinho (2009) as TIC poder\u00e3o constituir uma fonte de motiva\u00e7\u00e3o externa, em \u00e2mbitos educativos formais. Neste sentido, propusemo-nos a criar hist\u00f3rias digitais com um aluno com Necessidades Educativas Especiais para o ajudar no desenvolvimento da leitura, principalmente na articula\u00e7\u00e3o das palavras e na auto-regula\u00e7\u00e3o da leitura.<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o de uma hist\u00f3ria digital teve o objetivo de aproveitar a motiva\u00e7\u00e3o do aluno para a utiliza\u00e7\u00e3o do computador, permitindo que este desenvolve-se compet\u00eancias ao n\u00edvel da leitura, da ordena\u00e7\u00e3o das v\u00e1rias cenas das hist\u00f3rias e, particularmente, da articula\u00e7\u00e3o das palavras e entoa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O processo de cria\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria digital iniciou-se pela pesquisa de imagens relacionadas com cinco palavras-chave. Essas palavras-chave foram escolhidas tendo em conta v\u00e1rios casos de leitura dif\u00edceis de articular ou memorizar por parte do aluno. Ap\u00f3s a escolha de v\u00e1rias imagens, iniciou-se a constru\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria atrav\u00e9s de uma chuva de ideias. Conclu\u00edda a hist\u00f3ria, seguiu-se a grava\u00e7\u00e3o da mesma. Nesta fase, o aluno demonstrou grande entusiasmo, um sentido cr\u00edtico e de auto-regula\u00e7\u00e3o surpreendente, pois, por v\u00e1rias vezes foi o pr\u00f3prio aluno que quis repetir as falas, por achar que a entoa\u00e7\u00e3o e\/ou articula\u00e7\u00e3o das palavras n\u00e3o estava correta.<\/p>\n<p>Foi not\u00f3ria a motiva\u00e7\u00e3o e empenho do aluno ao longo de todas as fases de constru\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria digital, contribuindo ainda para que este desenvolvesse compet\u00eancias comunicativas e lingu\u00edsticas importantes para o seu desenvolvimento, visto tratar-se de um aluno com Perturba\u00e7\u00f5es do Espectro do Autismo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIA<\/p>\n<p>Ricoy, M.; Couto, M. (2009). As tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o como recursos no Ensino Secund\u00e1rio: um estudo de caso. Lisboa: Revista Lus\u00f3fona de Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"multimedia\"><\/a><\/p>\n<h6>Uma avalia\u00e7\u00e3o zoom de red em manual multim\u00e9dia&#8230;\u00a0&#8230;para uma pedagogia multim\u00e9dia<\/h6>\n<p><em><strong>Dulce Franco; Esmeralda Santo (<\/strong><\/em>Agrupamento de Escolas da Grande Lisboa &#8211;\u00a0CeIED &#8211; Universidade Lus\u00f3fona de Humanidades e Tecnologias\u00a0)<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Se na literatura cient\u00edfica mais recente j\u00e1 se encontram estudos relevantes sobre o papel dos RED na constru\u00e7\u00e3o de uma aprendizagem duradoura, por outro lado, n\u00e3o \u00e9 consensual a sua influ\u00eancia no processo de ensino-aprendizagem.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s de uma investiga\u00e7\u00e3o qualitativa, desenvolvemos um estudo com 100 alunos em duas escolas da regi\u00e3o da Grande Lisboa, onde procedemos \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o dos recursos educativos digitais (RED) de um manual multim\u00e9dia de Portugu\u00eas, em contexto formativo.<\/p>\n<p>O instrumento de recolha de dados foi: inqu\u00e9rito por question\u00e1rio. Posteriormente, analisaram-se os dados em programa de an\u00e1lise estat\u00edstica. O preenchimento do question\u00e1rio foi realizado online.<\/p>\n<p>Constitu\u00edram-se como quest\u00f5es de partida: Como \u00e9 que os alunos avaliam os RED? Em que medida \u00e9 que essa avalia\u00e7\u00e3o dos alunos expressa as contribui\u00e7\u00f5es dos RED e as transforma\u00e7\u00f5es do uso do manual multim\u00e9dia?<\/p>\n<p>Os RED s\u00e3o avaliados maioritariamente com n\u00edvel Bom e a sua inclus\u00e3o no manual estimula a autonomia e desenvolve a criatividade dos alunos. Os resultados evidenciaram a necessidade de aprofundamento nos campos de investiga\u00e7\u00e3o em manuais multim\u00e9dia e em RED, consequente ao n\u00edvel de uma pedagogia multim\u00e9dia.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"aula\"><\/a><\/p>\n<h6>O Blog de turma: Uma \u201cjanela para a sala de aula\u201d<\/h6>\n<p><strong><em>Margarida Belchior\u00a0<\/em><\/strong>(http:\/\/anossaviagem20122016.blogspot.pt\/ ;\u00a0Escola EB1 \u201cO Le\u00e3o de Arroios\u201d; Agrupamento de Escolas Lu\u00eds de Cam\u00f5es &#8211; Lisboa)<\/p>\n<p>As tecnologias, atualmente, s\u00e3o mediadoras das mais diversas pr\u00e1ticas sociais em que participamos.<\/p>\n<p>Nesta comunica\u00e7\u00e3o, refletirei sobre como um blogue foi mediador do trabalho de aprendizagem de uma turma do primeiro ano de escolaridade. Foi um instrumento que se tornou numa \u201cjanela\u201d para a pr\u00e1tica da sala de aula. A constru\u00e7\u00e3o do blogue teve como objetivos: a valoriza\u00e7\u00e3o do trabalho de aprendizagem e mostrar de que modo tamb\u00e9m os alunos mais novos se podem tornar construtores do seu pr\u00f3prio conhecimento.<\/p>\n<p>Nesta pr\u00e1tica os participantes plenos foram os alunos e a professora, acompanhados dos \u201cparticipantes leg\u00edtimos perif\u00e9ricos\u201d, os pais e a restante comunidade educativa (Lave e Wenger, 1991; Belchior, 2012).<\/p>\n<p>Foi \u201cuma viagem\u201d muito inspiradora e desafiante, com as ferramentas tecnol\u00f3gicas sempre ao lado, que se tornaram artefactos tecnol\u00f3gicos imprescind\u00edveis (computador port\u00e1til, telem\u00f3vel, acesso \u00e0 internet), a par de todos os restantes artefactos que s\u00e3o utilizados numa sala de aula: os l\u00e1pis de carv\u00e3o e os l\u00e1pis de cor, os cadernos, os livros, o quadro negro, \u2026 . Nesta \u201cviagem\u201d (met\u00e1fora que inspirou grande parte desta pr\u00e1tica social) \u2013 um \u201cmentefato\u201d (um artefacto conceptual (D\u2019Ambr\u00f3sio, 2010) \u2013 houve o \u201ccruzamento\u201d com v\u00e1rios outros \u201cmentefactos\u201d que de t\u00e3o naturalizados que est\u00e3o, quase j\u00e1 nem damos por eles: o curr\u00edculo formal, o projeto curricular de escola e o projeto pedag\u00f3gico da professora.<\/p>\n<p>O blog da \u201cnossa viagem\u201d, para al\u00e9m de ser uma janela para a pr\u00e1tica de sala de aula, tornou-se uma mem\u00f3ria coletiva da turma e um instrumento de comunica\u00e7\u00e3o com os pais.<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS<\/p>\n<p>Belchior, M. (2013). Aprender na Sociedade da Informa\u00e7\u00e3o e do Conhecimento \u2013 entre o local e o global \u2013 contributos para a Educa\u00e7\u00e3o para a Paz. Tese de Doutoramento apresentada ao Instituto de Educa\u00e7\u00e3o &#8211; Universidade de Lisboa.<\/p>\n<p>D\u2019Ambrosio, U. (2010). Artefatos e Mentefatos na Forma\u00e7\u00e3o de Professores de Matem\u00e1tica: um retrospecto. Lagoas.<\/p>\n<p>Lave, J., Wenger, E. (1991). Situated Learning. Legitimate peripheral participation. New York: Cambridge University Press.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A realidade aumentada em contexto educativo e inclusivo Fernando Machado (Agrupamento de Escolas Pinheiro e Rosa) Ser\u00e3o sumariamente apresentadas formas de explora\u00e7\u00e3o da Realidade Aumentada, com recurso a dispositivos m\u00f3veis, numa vertente educativa inclusiva, ou seja, prioritariamente dirigida a alunos com Necessidades Educativas Especiais em contexto escolar. 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